Venezuela: Assembleia Nacional aprova Lei de Anistia para presos políticos sob críticas da oposição

Venezuela aprova lei de anistia para presos políticos com restrições
Venezuela aprova lei de anistia para presos políticos com restrições

Venezuela: Assembleia Nacional aprova Lei de Anistia para presos políticos sob críticas da oposição

A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou, nesta quinta-feira (19), a versão final da Lei de Anistia, que visa libertar detentos por motivações políticas e facilitar o retorno de exilados ao país. A legislação foi promulgada pela presidente Delcy Rodríguez, que assumiu o poder após a deposição de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. A aprovação ocorreu sob forte pressão, coincidindo com o quinto dia de greve de fome realizado por familiares de presos.

Restrições e a Situação de María Corina Machado

Apesar do caráter conciliador, o texto final gerou controvérsia ao incluir exceções rigorosas. O benefício será negado a quem tenha participado de “ações armadas ou de força contra a soberania”, o que, segundo analistas, abre brecha jurídica para excluir a líder opositora María Corina Machado. Ela é frequentemente acusada pelo chavismo de incentivar intervenções estrangeiras.

Além disso, para obter o perdão, exilados que vivem no exterior devem se apresentar pessoalmente à Justiça venezuelana, ponto duramente criticado pela oposição por representar um risco à segurança dos perseguidos políticos.

Críticas de Entidades de Direitos Humanos

Organizações como a ONG Foro Penal consideram a medida limitada. Atualmente, estima-se que 644 pessoas ainda sejam classificadas como presos políticos no país. O texto aprovado é mais vago que o rascunho inicial: ele não prevê a devolução de bens confiscados, não revoga a proibição de opositores ocuparem cargos públicos e não cancela sanções contra veículos de comunicação.

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