A partir do dia 1º de setembro, a vacinação contra a Influenza (gripe) em Goiás será novamente direcionada exclusivamente para os grupos prioritários, conforme determinação do Ministério da Saúde válida para todos os estados.
A medida foi comunicada aos municípios goianos nesta terça-feira (26) por meio de nota técnica. Para detalhar a mudança, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) realiza uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (28), às 8h30.
Segundo o Ministério da Saúde, a decisão busca garantir a imunização dos públicos mais vulneráveis, já previstos no Calendário Nacional de Imunização, como idosos, crianças e gestantes.
Histórico da campanha
A campanha começou em 1º de abril, inicialmente voltada apenas para os grupos prioritários. Em 16 de maio, diante da baixa procura, a estratégia foi ampliada a toda a população a partir de 6 meses de idade. A ideia era estimular as famílias a comparecerem aos postos, levando também os integrantes dos grupos mais suscetíveis.
Entretanto, a cobertura vacinal dos prioritários segue abaixo do esperado, o que levou o Ministério a restringir novamente a aplicação para esse público. O objetivo é assegurar doses até a chegada do novo lote atualizado da vacina, previsto para o início de 2026.
Situação da cobertura vacinal
Até o momento, o Brasil registra 47,43% de cobertura vacinal contra Influenza entre os grupos prioritários. Em Goiás, o índice é de 44,24%:
- Idosos: 46,16%
- Crianças: 42,61%
- Gestantes: 27,1%
Quem pode se vacinar
Com a restrição, a vacinação contra a Influenza estará disponível para:
- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
- Idosos
- Gestantes e puérperas
- Povos indígenas e quilombolas
- Pessoas em situação de rua
- Trabalhadores da saúde e da educação (básica e superior)
- Profissionais das forças de segurança, salvamento e forças armadas
- Pessoas com deficiência permanente
- Caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo e portuários
- Funcionários dos Correios
- População privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e jovens em medidas socioeducativas
- Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e condições clínicas especiais
A SES-GO orienta que os municípios adotem estratégias ativas de busca pelos não vacinados, como ações em escolas e instituições de longa permanência para idosos.






