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Ameaça no Caribe: Em Entrevista, Donald Trump Afirma que Dias de Nicolás Maduro “Estão Contados”

"Dias contados", diz Trump sobre Maduro e não descarta invasão
"Dias contados", diz Trump sobre Maduro e não descarta invasão

Ameaça no Caribe: Em Entrevista, Donald Trump Afirma que Dias de Nicolás Maduro “Estão Contados”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou novamente o tom contra o regime da Venezuela ao declarar que os dias do ditador Nicolás Maduro “estão contados”. A afirmação foi feita em uma entrevista concedida ao jornal digital Politico nesta segunda-feira (8 de dezembro de 2025), na Casa Branca, onde Trump também não descartou o uso de tropas norte-americanas em solo venezuelano.

A declaração ocorre em meio à crescente tensão entre Washington e Caracas, que já resultou na presença de tropas americanas no Caribe e na troca de farpas entre os governos.

Invasão Militar Não Descartada

Questionado pela jornalista Dasha Burns sobre uma possível invasão terrestre na Venezuela, Trump optou por não descartar a ação, afirmando que “não queria” liderar uma invasão, mas se recusou a discutir “estratégias militares”. O presidente americano ampliou o escopo de suas possíveis ações militares, mencionando que poderia intervir em outros países da América Latina e do Caribe que ele considera ligados ao narcotráfico, citando nominalmente México e Colômbia.

Trump culpou Maduro pelo envio de “milhões de pessoas” para os EUA — incluindo supostos traficantes e egressos de prisões e instituições psiquiátricas —, embora não tenha apresentado dados para sustentar as alegações.

Críticas à Europa e à Ucrânia

Durante a entrevista, o presidente americano também abordou a Guerra na Ucrânia, culpando o governo anterior pelo início do conflito e defendendo que a Ucrânia realize novas eleições, já que o mandato do presidente Volodymyr Zelensky havia finalizado (o pleito foi suspenso devido ao estado de sítio). Trump criticou ainda os países europeus pela forma como lidam com o conflito, afirmando que “eles falam, mas não fazem nada”.

O presidente finalizou a entrevista classificando sua política econômica com nota máxima (A+), apesar da percepção de eleitores sobre o aumento dos preços, e confirmou planos de aumentar tarifas contra algumas importações, enquanto isenta outras.

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