Apoio no Rio: Tropas de Elite de Goiás, como BOPE e GT3, Ficam em ‘Pronto Emprego’
A Secretaria de Estado da Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) colocou suas tropas de elite em situação de “pronto emprego” (alerta máximo), prontas para serem acionadas a qualquer momento em apoio às forças de segurança do Rio de Janeiro (RJ).
A medida é uma resposta à Operação Contenção, considerada a mais letal da história do RJ, que já deixou mais de 120 mortos nos complexos do Alemão e da Penha.
Quais São as Tropas em Alerta?
A SSP-GO informou que os seguintes efetivos estão em alerta e podem ser enviados ao Rio de Janeiro, caso haja uma solicitação formal de cooperação do governo carioca:
- Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), da Polícia Militar (PMGO).
- Grupo Tático 3 (GT3), da Polícia Civil (PCGO).
A decisão de manter o efetivo em alerta visa garantir uma resposta imediata para auxiliar o RJ no combate ao avanço da facção Comando Vermelho (CV) e na captura de lideranças criminosas.
Inteligência Integrada e Suspeitos Goianos
Além do preparo operacional, a Superintendência de Inteligência Integrada de Goiás está mantendo uma troca contínua de informações com as agências de inteligência do RJ.
O foco desse trabalho conjunto é:
- Identificar possíveis criminosos ligados a facções que tenham origem em Goiás e que possam ter se envolvido nos confrontos.
- Confirmar as identidades e o histórico criminal dos suspeitos detidos e mortos durante a operação.
Apoio e Críticas do Governador Caiado
O apoio de Goiás à operação no Rio de Janeiro foi reforçado pelo governador Ronaldo Caiado (União Brasil), que parabenizou publicamente a ação policial nas redes sociais na noite da última terça-feira (28/10).
Caiado aplaudiu a “coragem” do governador Cláudio Castro (PL-RJ) e criticou o que chamou de suposta omissão do Governo Federal em relação ao enfrentamento ao crime.
“O brasileiro não suporta mais viver nessa situação de total impunidade, onde traficantes e faccionados se acham no direito de privar as pessoas de sua liberdade […] de instalar o verdadeiro estado do crime, da opressão e da violência em vários territórios desse país,” afirmou Caiado.







