Terremoto no Afeganistão deixa mais de 1.400 mortos e milhares de feridos

Terremoto no Afeganistão deixa mais de 1.400 mortos e milhares de feridos
Foto: Wakil Kohsar/AFP

O Afeganistão enfrenta uma das maiores tragédias dos últimos anos após um terremoto de magnitude 6 atingir o leste do país na madrugada de segunda-feira (1º/9). Segundo o porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, ao menos 1.411 pessoas morreram e 3.124 ficaram feridas, enquanto mais de 5.400 residências foram destruídas.

O abalo atingiu principalmente as províncias de Kunar e Nangarhar, localizadas em áreas montanhosas, tornando os esforços de resgate extremamente desafiadores. Terrenos acidentados, estradas estreitas e condições climáticas adversas dificultam a chegada de equipes e a distribuição de ajuda humanitária.

Operações de resgate

Equipes do Talibã, junto a voluntários, têm trabalhado para retirar vítimas dos escombros e transportar feridos para hospitais. Ambulâncias e helicópteros têm sido utilizados para levar suprimentos e socorrer as vítimas, enquanto máquinas limpam estradas bloqueadas pelos destroços.

O coordenador da ONU no Afeganistão alertou que o número de mortos ainda pode aumentar, já que muitas pessoas continuam presas sob os escombros. Além disso, autoridades e organizações humanitárias trabalham para remover corpos de animais mortos e evitar contaminação da água.

Ajuda internacional

A tragédia ocorre em meio a um país empobrecido e com recursos limitados, dificultando a resposta humanitária. Até o momento:

  • O Reino Unido destinou 1 milhão de libras para apoio emergencial;

  • A Índia enviou 1.000 tendas e 15 toneladas de suprimentos alimentares;

  • Outros países e blocos, como China, Emirados Árabes Unidos, União Europeia, Paquistão e Irã, prometeram ajuda, mas grande parte ainda não chegou.

O Afeganistão é propenso a terremotos, especialmente na região da cordilheira Hindu Kush, onde as placas tectônicas indiana e eurasiana se encontram. O terreno montanhoso, aliado à fragilidade da infraestrutura local e à falta de recursos, torna o impacto desses desastres ainda mais grave.

Compartilhe este post :