
A indústria da manga na Bahia enfrenta um grande desafio com a iminente aplicação da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, prevista para entrar em vigor a partir do dia 1º de agosto de 2025. A medida, que afeta diretamente as exportações, pode resultar na perda de até 50 toneladas de manga produzida no Vale do São Francisco — uma das principais regiões produtoras do estado.
De acordo com Humberto Miranda, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), cerca de 60% da produção de manga do estado tem como destino o mercado norte-americano, que é o segundo maior comprador desse produto da Bahia. Com a alta da tarifa, que eleva significativamente o custo dos produtos brasileiros nos EUA, produtores locais podem enfrentar dificuldades para manter suas exportações e, consequentemente, terão que buscar alternativas no mercado interno.
No entanto, segundo especialistas do setor, essa realocação da carga para o comércio interno pode ser inviável, devido à capacidade limitada do mercado doméstico em absorver volumes tão grandes de manga, o que pode acarretar em perdas econômicas importantes para os produtores baianos.
Além do impacto direto na comercialização da fruta, o tarifaço norte-americano também pode influenciar os preços da manga no Brasil. Com o excesso de oferta no mercado interno, existe a possibilidade de queda nos valores, prejudicando ainda mais os agricultores, muitos dos quais dependem da exportação para manter a rentabilidade.
Esse cenário reforça a preocupação do setor produtivo baiano diante das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, e destaca a importância de esforços diplomáticos e negociações para tentar reverter ou minimizar os efeitos da medida.
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