Durante agenda em Santo André nesta sexta-feira (29/8), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a defender o projeto de lei da anistia em tramitação no Congresso Nacional. A proposta prevê o perdão aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e poderia beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente réu no Supremo Tribunal Federal (STF) no processo que investiga uma suposta trama golpista.
Segundo Tarcísio, a anistia deve ser entendida como um “instrumento de pacificação”.
— “Estamos dialogando com várias lideranças sobre a tramitação do projeto. Acreditamos que ele pode criar um ambiente de estabilidade. Esse tipo de medida já foi adotada em outros momentos da história do Brasil”, declarou.
Julgamento de Bolsonaro
O governador afirmou que não acompanhará presencialmente o julgamento do ex-presidente, marcado para 2 de setembro no STF. Ele reforçou sua convicção na inocência de Bolsonaro e questionou pontos do processo.
— “O que posso afirmar é que Bolsonaro é inocente. Convivemos de perto e, na minha visão, muitas coisas nesse processo não fazem sentido”, disse Tarcísio, citando que o ex-presidente teria nomeado comandantes das Forças Armadas do governo sucessor, algo que, segundo ele, não condiz com a ideia de um plano golpista.
Relação com Bolsonaro e eleições
Questionado sobre declarações recentes do presidente Lula, de que sua eventual candidatura presidencial estaria atrelada à vontade de Bolsonaro, Tarcísio minimizou.
— “Não perco tempo pensando nisso”, respondeu.
Apesar das especulações de que poderia disputar o Palácio do Planalto em 2026, o governador tem reiterado a intenção de concorrer à reeleição em São Paulo.
Operações contra o crime organizado
Tarcísio também comentou a operação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Federal contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado por meio de postos de combustíveis, fintechs e fundos de investimento.
Ele negou disputas de protagonismo entre governos federal e estadual e destacou que outras ações semelhantes devem ocorrer.
— “Esse trabalho de investigação não vai parar por aqui. Outras grandes operações virão, porque vamos continuar combatendo diferentes frentes de lavagem de dinheiro em São Paulo”, afirmou.






