
O aumento expressivo de casos de sarampo na Bolívia em 2025 já causa preocupação nas autoridades brasileiras, especialmente nos estados que fazem fronteira com o país. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já registrou 22 casos importados, a maioria no Tocantins, e o risco de novos surtos cresceu em função da baixa cobertura vacinal em algumas regiões.
Altamente contagioso
O sarampo é uma doença infecciosa causada por um dos vírus mais transmissíveis entre humanos. Estima-se que uma pessoa infectada possa contagiar até 90% das pessoas não vacinadas com quem tem contato próximo. Apesar de o Brasil ter recebido, em 2024, o certificado de eliminação da circulação do vírus, surtos em países vizinhos e o crescimento do movimento antivacina no mundo elevam a possibilidade de novos casos em território nacional.
Cenário internacional
A preocupação não é exclusiva da América do Sul. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, na Região Europeia (que abrange Europa e Ásia Central), os casos de sarampo dobraram em 2024, atingindo o maior número dos últimos 25 anos. O retrocesso na cobertura vacinal após a pandemia da Covid-19 é apontado como principal causa.
Sintomas e complicações
O sarampo pode apresentar sintomas como:
Manchas vermelhas na pele
Febre alta
Tosse persistente
Conjuntivite
Mal-estar geral
Perda de apetite
A infecção também pode levar a complicações graves, incluindo pneumonia, encefalite, desidratação e até prejuízo ao sistema imunológico, afetando sua capacidade de defesa contra outras doenças.
Quem deve se vacinar?
A principal forma de proteção é a vacina tríplice viral, que imuniza contra sarampo, caxumba e rubéola. O imunizante está disponível gratuitamente no SUS para:
Crianças a partir de 6 meses
Segunda dose aos 15 meses
Jovens de até 29 anos devem tomar duas doses
Pessoas entre 30 e 59 anos, uma dose única é recomendada
Se não houver registro de vacinação anterior, o Ministério da Saúde orienta a repetição do esquema vacinal completo para a faixa etária.
Mesmo com o sarampo oficialmente eliminado no Brasil, o vírus segue circulando no mundo. A presença de uma pessoa infectada vinda do exterior pode reintroduzir a doença entre os não vacinados, causando surtos locais. Por isso, o esforço contínuo de imunização é essencial.
Campanhas de vacinação estão sendo realizadas em estados estratégicos, incluindo ações em terminais de ônibus, rodoviárias e estações de metrô.
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