
Um homem identificado como Thiago Alves Pereira, conhecido no meio criminal como “TH da Zona Leste”, foi executado com brutalidade na noite da última quarta-feira (24/7), no Paranoá, região administrativa do Distrito Federal. De acordo com a Polícia Civil, a vítima era investigada por envolvimento com o Comando Vermelho (CV) e atuaria como conselheiro da facção na capital federal.
O crime ocorreu por volta das 22h, em uma área residencial. Testemunhas relataram que Thiago caminhava pela rua quando foi surpreendido por ocupantes de um veículo branco. Os criminosos desceram armados e efetuaram diversos disparos em direção à vítima, que caiu no chão e continuou sendo alvejada a curta distância. No total, a perícia contabilizou 38 perfurações por arma de fogo no corpo.
A cena do crime chocou moradores e mobilizou equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e do Instituto de Criminalística. A área foi isolada para os trabalhos periciais, e o corpo de Thiago foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML). De acordo com os peritos, os disparos foram feitos com pistolas calibre 9mm, evidenciado pelas cápsulas espalhadas pelo chão.
Thiago era natural do Rio de Janeiro e possuía diversas passagens pela polícia, incluindo crimes como tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Nos últimos meses, ele vinha sendo monitorado por órgãos de segurança sob suspeita de atuar como liderança do Comando Vermelho no DF, com ligações diretas com outras lideranças da facção em estados como Rio e Goiás.
A Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Draco) da Polícia Civil do Distrito Federal assumiu as investigações. A principal linha de apuração considera que o assassinato pode estar relacionado a disputas internas na facção ou retaliações vindas de grupos rivais. As imagens de câmeras de segurança da região já foram solicitadas para ajudar na identificação dos executores.
Até o momento, ninguém foi preso. A investigação segue sob sigilo para preservar o andamento das diligências.
O caso chama atenção não apenas pela quantidade de tiros, mas pela frieza da execução, que teria sido planejada e realizada com alto grau de precisão. Moradores da região relatam medo e insegurança diante do nível de violência registrado.
A Secretaria de Segurança Pública do DF não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido, mas reforçou que ações de inteligência e operações de combate ao crime organizado continuarão sendo intensificadas na região.
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