Pressão no Senado: Oposição atinge assinaturas para instalar CPI do Banco Master
A pressão política sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), escalou nesta segunda-feira (19). A oposição conseguiu reunir 42 assinaturas — bem acima das 27 necessárias — para protocolar o requerimento de instalação da CPI do Master. O colegiado terá como objetivo investigar as fraudes e irregularidades que levaram à liquidação da instituição financeira pelo Banco Central.
Articulação e Apoio Suprapartidário
O requerimento foi encabeçado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) e propõe uma investigação com duração inicial de 90 dias. O movimento ganhou força incomum ao unir nomes de diferentes espectros políticos:
Oposição: Líderes como Tereza Cristina (PP-MS) e Carlos Portinho (PL-RJ) assinaram o pedido.
Base do Governo: Senadores influentes como Eduardo Braga (MDB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM) também deram aval à CPI, sinalizando que a investigação do sistema financeiro é de interesse geral.
O Caso Banco Master
O banco, de propriedade do empresário Daniel Vorcaro, foi alvo de intervenção e posterior liquidação pelo Banco Central após a descoberta de rombos bilionários e fraudes envolvendo fundos de pensão e papéis podres. Paralelamente à CPI do Senado, já existem assinaturas suficientes para uma CPMI (Comissão Mista, com deputados e senadores), liderada pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ).
Próximos Passos
Mesmo com as assinaturas garantidas, a instalação depende da leitura do requerimento por Davi Alcolumbre em plenário, o que deve ocorrer logo após o recesso parlamentar, em fevereiro.
Enquanto Brasília ferve com a disputa política, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) iniciou nesta segunda-feira (19) o pagamento de ressarcimento a cerca de 150 mil clientes lesados pela quebra do banco, embora muitos ainda relatem dificuldades com o sistema de biometria.







