Saúde Pública em Risco: SMS aciona Cremego após denúncia de subnotificação de Dengue em Goiânia

SMS aciona Cremego após denúncia de subnotificação de Dengue em Goiânia
SMS aciona Cremego após denúncia de subnotificação de Dengue em Goiânia

Saúde Pública em Risco: SMS aciona Cremego após denúncia de subnotificação de Dengue em Goiânia

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia protocolou, na última terça-feira (24), uma denúncia formal junto ao Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) contra uma suposta articulação de médicos para mascarar dados da dengue na capital. A medida foi tomada após o vazamento de mensagens em grupos de aplicativos onde profissionais sugeriam o uso de CIDs (Classificação Internacional de Doenças) genéricos para evitar o registro oficial da doença.

“Atentado à Saúde Pública”

O superintendente de Vigilância em Saúde, Flávio Toledo, classificou a manobra como um atentado à vida dos goianienses. Segundo Toledo, a subnotificação deliberada impede que a prefeitura mapeie os focos da doença e, consequentemente, trava o envio de verbas federais, que são calculadas com base nos números oficiais de casos.

A preocupação é agravada pela circulação do sorotipo 3 da dengue em 2026. Como a população possui baixa imunidade a essa cepa específica, o risco de uma epidemia grave com alta letalidade é real.

“Sem dados reais, a Vigilância Epidemiológica perde a capacidade de antecipar o avanço da doença e oferecer o suporte vital necessário. Vidas serão perdidas”, alertou o superintendente.

Embates e Mensagens Vazadas

A motivação para a subnotificação seria um embate político e financeiro entre a categoria médica e a Prefeitura de Goiânia, envolvendo atrasos em pagamentos e condições contratuais. Nas mensagens obtidas pelo portal Mais Goiás, profissionais sugeriam que os números da doença não deveriam ser “entregues” à gestão municipal para não serem usados como propaganda política.

Posicionamento do Simego

O Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego) divulgou nota oficial afirmando que:

  • Não compactua com violações à ética médica ou à legislação sanitária;

  • As mensagens vazadas são manifestações individuais e não refletem a posição da entidade;

  • Repudia qualquer manipulação de registros clínicos em doenças de notificação compulsória.

O Cremego ainda não se pronunciou oficialmente sobre as medidas que serão tomadas contra os médicos que forem identificados nas mensagens.

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