Turismo sob controle: Roma passará a cobrar taxa de 2 euros para acesso à Fontana di Trevi
Um dos monumentos mais icônicos do mundo passará por uma mudança histórica em seu acesso. A prefeitura de Roma anunciou que, a partir de 2026, os visitantes deverão pagar uma taxa de 2 euros (cerca de R$ 12) para chegar à área da bacia da Fontana di Trevi. A medida visa combater o “overtourism” (turismo predatório) e preservar a integridade do monumento barroco, que recebe milhões de pessoas anualmente.
Além da cobrança, o novo sistema prevê um controle rigoroso de fluxo. Apenas um número limitado de pessoas poderá permanecer nos degraus da fonte por vez, com horários agendados previamente via aplicativo ou site oficial. Para os turistas que desejarem apenas observar o monumento da praça ao redor, sem descer até a borda da água, o acesso continuará gratuito.
Segundo as autoridades romanas, o valor arrecadado será integralmente revertido para a manutenção da fonte e para a contratação de pessoal de segurança, que deverá coibir comportamentos inadequados, como o banho nas águas ou o consumo de alimentos no local. Atualmente, o monumento já passa por uma fase de testes com uma passarela metálica instalada sobre a bacia, permitindo que os técnicos realizem restaurações enquanto o público mantém uma visão privilegiada.
A Fontana di Trevi arrecada, apenas em moedas jogadas por turistas, cerca de 1,6 milhão de euros por ano — valor que é destinado à Caritas para fins beneficentes. A nova taxa de entrada, no entanto, será gerida pela administração municipal. A decisão segue os passos de Veneza, que recentemente implementou uma taxa de entrada para a cidade, sinalizando uma tendência europeia de taxar o acesso a patrimônios históricos saturados.







