Pesquisa Datafolha: Lula e Bolsonaro Têm Rejeição Praticamente Idêntica Acima de 40%; Flávio Inicia Disputa com 38%
Uma nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (6 de dezembro de 2025) aponta para um cenário de intensa polarização e alta rejeição na corrida presidencial de 2026. Os dois principais líderes do país, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apresentam taxas de rejeição numericamente muito próximas e tecnicamente empatadas.
O Empate Técnico na Rejeição Máxima
Segundo o levantamento, Jair Bolsonaro é o candidato mais rejeitado, com 45% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Logo atrás, e em empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, está o presidente Lula, com 44% de rejeição. A alta contrariedade reflete a polarização profunda do eleitorado brasileiro, onde quase metade do país se opõe a cada um dos principais nomes.
É importante ressaltar que Bolsonaro se encontra inelegível e preso, condenado a 27 anos de reclusão. Por isso, o Datafolha também testou o seu principal nome de apoio, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que registrou uma rejeição de 38%, a mais baixa entre os membros de sua família (Eduardo tem 37% e Michelle 35%).
O Desafio dos Novos Nomes da Direita
A pesquisa também aferiu a rejeição de outros potenciais candidatos do campo de centro-direita, principalmente governadores que se posicionam como alternativas.
Ratinho Jr. (PSD) e Romeu Zema (Novo): 21%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 20%
Ronaldo Caiado (União Brasil): 18%
Esses números indicam que, apesar de Flávio Bolsonaro ser o candidato de maior expressão da direita no momento, sua rejeição (38%) ainda é significativamente maior do que a dos governadores testados. A baixa rejeição dos governadores sugere que o eleitorado pode estar aberto a nomes que se distanciem da polarização extrema.
Apesar da menor rejeição, o caminho de Flávio Bolsonaro ainda é difícil: em uma simulação de segundo turno contra Lula, o atual presidente venceria o senador com uma vantagem de 15 pontos. O Datafolha ouviu 2.002 pessoas em 113 municípios entre os dias 2 e 4 de dezembro.







