Migração em Goiás: 1,6 mil venezuelanos buscaram regularização no estado em 2025
Um novo levantamento técnico divulgado pelo Instituto Mauro Borges (IMB) aponta que Goiás registrou 1.673 novos processos de regularização migratória de cidadãos venezuelanos ao longo de 2025. O número, baseado em dados da Polícia Federal (SisMigra), mostra uma estabilidade no fluxo para o estado, com um leve crescimento de 0,66% em comparação ao ano anterior.
Cidades de Destino e Perfil Econômico
Goiás é considerado um destino secundário no Brasil, recebendo migrantes principalmente por meio de processos de interiorização. A busca por emprego e redes de apoio concentra esses cidadãos nos maiores centros urbanos:
Ranking de Cidades: Goiânia lidera com 469 atendimentos, seguida por Rio Verde (371) e Aparecida de Goiânia (136). Cidades como Anápolis, Trindade e Itumbiara também aparecem no levantamento.
Demografia: Há uma predominância masculina (54,6%). O dado mais relevante para o mercado de trabalho é que a maioria está em idade economicamente ativa: 56,1% dos migrantes têm entre 25 e 64 anos.
Contexto Político e Refúgio
Apesar da deterioração do cenário político na Venezuela e da escalada de tensões internacionais em setembro de 2025, o estudo do IMB indica que não houve uma mudança estrutural brusca no fluxo para Goiás após esse período. Curiosamente, o número de pedidos formais de refúgio (via Conare) permanece baixo no estado, representando menos de 0,2% do total nacional, o que sugere que a maioria busca a regularização direta por residência ou acolhimento humanitário.
Histórias de Empreendedorismo
O levantamento também destaca o impacto positivo no comércio local. Exemplo disso é o engenheiro venezuelano Carlos Coraspe, que reside em Goiânia há quatro anos. Dono de um restaurante no Jardim Novo Mundo, ele emprega outros compatriotas e ressalta que a escolha pela capital goiana foi motivada pelas oportunidades de trabalho e laços familiares.







