Fraude e Lavagem de Dinheiro: Quadrilha Que Clonava Sites de Pousadas em Pirenópolis Movimentou R$ 13 Milhões

Quadrilha que clonava sites de pousadas em Pirenópolis movimentou R$ 13 milhões
Quadrilha que clonava sites de pousadas em Pirenópolis movimentou R$ 13 milhões

Fraude e Lavagem de Dinheiro: Quadrilha Que Clonava Sites de Pousadas em Pirenópolis Movimentou R$ 13 Milhões

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e a de Goiás (PCGO) deflagraram a terceira fase da Operação Sem Reservas, desmantelando uma sofisticada organização criminosa que clonava sites e perfis de redes sociais de pousadas na cidade turística de Pirenópolis (GO). A investigação aponta que o grupo foi responsável por movimentar impressionantes R$ 13 milhões nos últimos dois anos, provenientes de estelionatos virtuais em todo o Brasil. Nesta fase da operação, foram presas mais seis pessoas em Goiânia (GO), Belém (PA) e Taboão da Serra (SP). Os criminosos eram investigados por golpes que levavam vítimas a fazerem pagamentos antecipados via PIX, atraídas por falsas ofertas de diárias em pousadas, descobrindo a fraude somente ao chegar ao destino.

O Esquema Criminiso, a Clonagem de Sites e o Rastreamento de Capitais

O modus operandi do grupo consistia em criar páginas falsas idênticas às originais, utilizando logomarcas e fotos reais de pousadas de Pirenópolis. As vítimas eram então induzidas a realizar reservas e efetuar o pagamento antecipado, geralmente via PIX com falsos “descontos”, sendo bloqueadas logo após a transação. A organização criminosa operava com uma estrutura hierarquizada. A operação mirou especialmente os chamados “tripeiros”, que alugavam contas de terceiros (“laranjas”) e eram responsáveis pela lavagem de dinheiro. O esquema de lavagem de capitais era sofisticado, envolvendo a conversão e movimentação do dinheiro obtido ilegalmente em criptoativos para dificultar o rastreamento pelas autoridades. O faturamento diário do grupo era de cerca de R$ 20 mil, e pelo menos 62 crimes de estelionato foram identificados apenas no Distrito Federal, com o golpe afetando turistas em todo o país. A Justiça do DF determinou o bloqueio e a liquidação de criptoativos vinculados aos investigados, na tentativa de reaver parte dos valores desviados. Esta é a terceira ação policial contra o grupo, mostrando a persistência da fraude no setor de turismo de Goiás.

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