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Massacre no Irã: Repressão a Protestos já Deixa 43 Mil Mortos, Denuncia Organização

Irã: Protestos contra o regime deixam 43 mil mortos, diz ONG
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Massacre no Irã: Repressão a Protestos já Deixa 43 Mil Mortos, Denuncia Organização

O cenário no Irã atingiu níveis de violência sem precedentes na história recente do país. O Centro Internacional para Direitos Humanos no Irã divulgou um relatório alarmante neste domingo (25), afirmando que pelo menos 43 mil pessoas foram mortas pelas forças de segurança desde o início da nova onda de protestos, em 28 de dezembro de 2025. A contagem, baseada em perícia de vídeos, depoimentos de fontes internas e pesquisas de campo, expõe a brutalidade de um regime que tenta silenciar uma insurreição popular movida pelo colapso econômico e pela sede de liberdade.

Do Bazar para as Ruas: A Faísca da Revolta

O que começou como uma greve de comerciantes nos tradicionais bazares de Teerã contra a inflação desenfreada — que fez produtos como óleo e frango dispararem de preço da noite para o dia — rapidamente escalou para um movimento político nacional. A decisão do Banco Central iraniano de cortar subsídios para o dólar foi o estopim para que lojistas, historicamente alinhados ao sistema, fechassem as portas e se juntassem à massa.

Agora, as manifestações já atingem mais de 100 cidades. O governo tentou conter a fúria com auxílios financeiros irrisórios (cerca de 7 dólares mensais), mas a resposta das ruas foi clara: o pedido não é apenas por comida, mas pelo fim do regime teocrático.

Repressão Domiciliar e Caçada Humana

Relatos de sobreviventes descrevem táticas de guerra contra civis. Segundo o comunicado, as forças de segurança não apenas dispersam as multidões com tiros, mas perseguem manifestantes até dentro de suas casas. “Mesmo após buscarem refúgio, as tropas continuam a disparar contra as janelas e invadir residências, resultando em execuções diretas”, diz o relatório.

Esta é a maior mobilização popular no país desde os protestos “Mulher, Vida, Liberdade” de 2022, desencadeados pela morte de Mahsa Amini. O Conselho de Direitos Humanos da ONU já adotou uma moção para investigar as atrocidades, enquanto o mundo observa, atônito, o apagão de informações imposto por Teerã para esconder a escala do massacre.

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