‘Dor Insuperável’: Prefeito de Itumbiara quebra silêncio sobre morte dos netos e Polícia Civil encerra inquérito
O prefeito de Itumbiara, Dione Araújo, pronunciou-se publicamente pela primeira vez nesta quarta-feira (11) sobre a tragédia familiar que vitimou seus dois netos, Miguel, de 12 anos, e Benício, de 8 anos. Quase um mês após o crime que chocou o estado de Goiás, o gestor descreveu o luto como um processo “quase impossível” de superar, mas reafirmou seu compromisso em manter a gestão do município enquanto cuida do suporte à sua família.
O Desabafo de Dione Araújo
Em coletiva de imprensa, o prefeito demonstrou profundo abalo emocional ao tratar da perda. “Não há nada que se compare a uma dor maior do que o que aconteceu. Lamentavelmente, não desejo isso para ninguém”, afirmou. Dione destacou que, apesar do trauma devastador, busca forças na fé e na responsabilidade pública para seguir adiante. “Tenho que continuar cuidando da família e cumprindo minha obrigação enquanto Deus assim permitir”, declarou.
Inquérito Concluído: Planejamento e Execução
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) confirmou nesta semana a conclusão do inquérito policial. As investigações ratificaram a dinâmica de duplo homicídio seguido de suicídio.
O Caso: No dia 11 de fevereiro, Thales Machado, então secretário municipal e genro do prefeito, disparou contra os próprios filhos antes de tirar a própria vida.
As Vítimas: Miguel faleceu pouco após dar entrada no hospital. O caçula, Benício, lutou pela vida em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por alguns dias, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.
Conclusão: A perícia descartou o envolvimento de terceiros e concluiu que o ato foi planejado pelo autor. O caso foi agora encaminhado ao Judiciário para o arquivamento formal, dado o falecimento do responsável.
Mobilização Estadual
A tragédia provocou, na época, a suspensão de agendas oficiais do governador Ronaldo Caiado e da primeira-dama Gracinha Caiado, que prestaram solidariedade presencial à família em Itumbiara. O episódio também levantou debates sobre saúde mental e o fenômeno da violência vicária — quando um agressor utiliza os filhos para causar sofrimento extremo ao outro genitor.







