Pão de Queijo a R$30: Críticas Reduzem Preços de Alimentos na COP30 em Belém
A Cúpula Internacional do Clima (COP30), realizada em Belém (PA), começou sob forte controvérsia que transcendeu os debates ambientais, concentrando-se nos preços “exorbitantes” cobrados na área de alimentação. Diante da repercussão negativa em redes sociais e na imprensa, os lojistas da chamada Zona Azul, área restrita a negociadores e imprensa, foram forçados a realizar uma redução nos valores de comidas e bebidas.
A crítica se deu após a revelação de preços como um simples pão de queijo por R$ 30,00 e uma lata de água mineral por R$ 25,00, com pratos de almoço custando entre R$ 60,00 e R$ 90,00. A organização da conferência, embora historicamente associada a preços elevados em eventos internacionais, enfrentou um desgaste de imagem considerável, especialmente em um encontro focado na justiça climática e nas populações vulneráveis.
Após a pressão, houve um reajuste significativo em alguns itens. Pratos quentes como estrogonofe e frango xadrez caíram de R$ 60,00 para R$ 45,00 (uma redução de 25%), e a lata de água teve seu preço reduzido para R$ 20,00. No entanto, itens como café coado e salgados menores mantiveram preços elevados, sinalizando que os custos operacionais (como o aluguel de espaços no galpão, que pode chegar a dezenas de milhares de reais) continuam a pesar no consumidor final.
A situação do “tarifaço” de alimentação na COP30 levanta a reflexão sobre os altos custos logísticos e de comissionamento impostos pela organização, que acabam sendo repassados para os participantes, desviando o foco da cúpula para questões de acessibilidade básica.







