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Descarbonização Acelerada: Petrobras Certifica Primeira Refinaria do País para Produção de SAF

Petrobras Reduc é 1ª refina a produzir SAF no Brasil
Petrobras Reduc é 1ª refina a produzir SAF no Brasil

Descarbonização Acelerada: Petrobras Certifica Primeira Refinaria do País para Produção de SAF

 

A Petrobras alcançou um marco na descarbonização do setor aéreo. A Reduc (Refinaria Duque de Caxias), no Rio de Janeiro, se tornou a primeira refinaria do Brasil a ser certificada para produzir e comercializar o SAF (Combustível Sustentável de Aviação) pela rota HEFA (Hydroprocessed Esters and Fat Acids) de coprocessamento.

A rota HEFA é reconhecida internacionalmente como uma solução estratégica para reduzir as emissões de gases de efeito estufa na aviação. A certificação, emitida pela ISCC CORSIA em outubro, garante que a produção atende a padrões rigorosos de sustentabilidade e rastreabilidade para os mercados globais do setor.

 

Produção Começa e Atende a Obrigações de 2027

 

A conquista da certificação é estratégica, visto que o uso do SAF se tornará obrigatório para companhias aéreas no Brasil em um futuro próximo:

  • Obrigatoriedade em 2027: A partir de 2027, as companhias aéreas brasileiras serão obrigadas a incorporar esse tipo de combustível em voos internacionais, conforme determina a Lei do Combustível do Futuro e o programa internacional Corsia.
  • Capacidade da Reduc: A Reduc possui autorização da ANP para incorporar até 1,2% de matéria-prima renovável no coprocessamento. A Petrobras prevê que a produção comece nos próximos meses, com capacidade de comercialização de até 50 mil m³/mês (10 mil bpd).
  • Conformidade: O teor de renováveis obtido já é compatível com a exigência de redução de 1% das emissões para a aviação doméstica em 2027.

O SAF tem a grande vantagem de poder substituir diretamente o querosene de aviação convencional, sem demandar modificações nas aeronaves ou na infraestrutura de abastecimento. Isso o torna uma solução de rápida implementação para reduzir a pegada de carbono do setor.

O diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França, destacou que a iniciativa é um passo importante na transição energética justa, oferecendo uma solução estratégica de baixo investimento e provando a importância da inovação no refino nacional.

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