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Pastor condenado a 17 anos por usar “óleo ungido” para aliciar adolescente de 13 anos em Valparaíso de Goiás

Pastor condenado a 17 anos por aliciar adolescente com óleo ungido
Pastor condenado a 17 anos por aliciar adolescente com óleo ungido

Pastor condenado a 17 anos por usar “óleo ungido” para aliciar adolescente de 13 anos em Valparaíso de Goiás

Gilvan Gonçalves manipulava vítima com mensagens sexuais e prometia bênçãos religiosas para aproximação; menina desconfiou e denunciou à mãe após um mês de abordagens


O pastor Gilvan Gonçalves dos Santos foi condenado a 17 anos de reclusão pelo crime de estupro de vulnerável, após tentar abusar sexualmente de uma adolescente de 13 anos em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. A sentença foi proferida no dia 2 de março pela 2ª Vara Criminal de Valparaíso, no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO).

Segundo a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), o líder religioso se valia da posição de autoridade e da confiança construída junto à família da vítima para manipulá-la. O principal instrumento de aproximação era a promessa de passar um “óleo ungido” no corpo da menina como forma de abençoá-la — pretexto usado para justificar o contato físico.

As abordagens e a denúncia

Durante aproximadamente um mês, Gilvan enviou mensagens de cunho sexual à adolescente, incluindo áudios solicitando fotos íntimas, imagens da calcinha, dos braços e das pernas. O pastor também realizou tentativas de videochamada e chegou a convidá-la para buscar chocolates em sua residência — estratégia clássica de grooming para isolar a vítima.

Após cerca de um mês de mensagens constantes, a menina desconfiou das reais intenções do pastor e contou tudo à mãe, que registrou a denúncia junto às autoridades. A Polícia Civil de Goiás concluiu no inquérito que Gilvan se aproveitava deliberadamente da fé e da confiança da vítima e de sua família para tentar consumar o abuso.

Prisão e condenação

Gilvan foi encontrado em 16 de julho de 2025 escondido no interior de um apartamento no Jardim Ingá, em Luziânia, próximo a um bar, e preso pelas autoridades. Agora, com a sentença de 17 anos, a Justiça goiana impõe uma das condenações mais expressivas registradas no estado para casos de aliciamento de vulneráveis com uso de autoridade religiosa.

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