Terror no Vidigal: Operação contra cúpula do CV deixa turistas ilhados
Uma megaoperação conjunta entre as polícias do Rio de Janeiro e da Bahia transformou a manhã desta segunda-feira (20) em um cenário de guerra na comunidade do Vidigal, zona Sul carioca. O objetivo central da incursão, liderada pela Core (Polícia Civil), foi a captura de lideranças do Comando Vermelho (CV) que atuam no Nordeste e buscavam refúgio no território fluminense.
O clima de pânico se instalou cedo. Grupos de turistas que visitavam os famosos mirantes no topo do morro foram surpreendidos pelo fogo cruzado e ficaram ilhados, sem conseguir descer devido às barricadas e ao intenso tiroteio. Registros em vídeo mostram helicópteros da polícia operando em baixa altitude, muito próximos aos pontos turísticos, enquanto criminosos incendiavam caçambas de lixo para bloquear o avanço das tropas.
Alvos estratégicos e prisões
A ofensiva mirou diretamente Ednaldo Pereira dos Santos, o “Dadá”, apontado como uma das principais vozes do CV na Bahia. Durante a ação, as autoridades conseguiram capturar uma peça-chave da engrenagem financeira da facção: Núbia Santos Oliveira. Investigada por lavagem de dinheiro e esposa de um dos líderes do grupo baiano, Núbia possuía mandados de prisão por tráfico e homicídio.
Além das prisões, o balanço parcial da operação inclui a apreensão de um fuzil, uma espingarda calibre 12, pistolas, rádios transmissores e grande volume de entorpecentes.
Impacto na mobilidade
Devido ao confronto, o Centro de Operações do Rio determinou o fechamento total da Avenida Niemeyer por diversas horas, uma das principais artérias de ligação entre a zona Sul e a Barra da Tijuca. A via só foi liberada após a estabilização tática da área. O episódio reforça a tendência de interdependência entre facções regionais, transformando comunidades do Rio em quartéis-generais de luxo para criminosos de outros estados.







