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Operação Mercadores fiscaliza comércio ilegal de animais na Feira da Lua em Goiânia; nenhum feirante tinha licença ambiental

Operação fiscaliza venda ilegal de animais na Feira da Lua em Goiânia
Operação fiscaliza venda ilegal de animais na Feira da Lua em Goiânia

Operação Mercadores fiscaliza comércio ilegal de animais na Feira da Lua em Goiânia; nenhum feirante tinha licença ambiental

Ação mobilizou 44 agentes e identificou 18 comerciantes vendendo mais de 100 animais sem autorização; animais foram encontrados em condições inadequadas e um feirante foi autuado por expor animal recém-operado


A Polícia Civil de Goiás deflagrou, no último sábado (28), a Operação Mercadores, ação de fiscalização coordenada pelo Grupo de Proteção Animal (GPA/1ª DRP) para combater o comércio irregular de animais domésticos e apurar denúncias de maus-tratos na Feira da Lua, em Goiânia. A operação foi motivada por requisição do Ministério Público e mobilizou 44 agentes públicos de diferentes órgãos.

A ação contou com o apoio da Polícia Técnico-Científica, da Diretoria de Bem-Estar Animal da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), da Secretaria Municipal de Eficiência, da Secretaria Municipal de Gestão de Negócios e Parcerias e da Guarda Civil Metropolitana.

Durante a fiscalização, foram identificados 18 feirantes comercializando mais de 100 animais, entre cães, gatos e hamsters. Nenhum dos comerciantes possuía licença ambiental ou autorização para a venda de animais. Todos receberam notificações administrativas e tiveram um prazo de 30 dias para regularizar a situação. Um dos feirantes foi autuado especificamente por expor um animal recém-operado, ainda em processo de cicatrização — conduta que configura irregularidade.

Investigação e possíveis sanções criminais

Todos os envolvidos foram intimados a prestar depoimento no Grupo de Proteção Animal. As condutas identificadas serão analisadas com base em laudos periciais, e o resultado da operação será encaminhado ao Ministério Público para as providências cabíveis.

A delegada responsável pelo GPA, Simelli Lemes, explicou que a ação teve como foco tanto a apuração de possíveis maus-tratos quanto a verificação da legalidade das atividades comerciais. Segundo ela, não houve flagrante de crime no momento da fiscalização, uma vez que, para configurar o delito, é necessário que a perícia comprove sofrimento intenso e intenção de causar dano. “Se for configurado crime de maus-tratos, a pessoa pode ser indiciada e responder judicialmente. Para cães e gatos, a pena pode chegar a até cinco anos de prisão”, alertou.

Animais em condições precárias

A Diretoria de Bem-Estar Animal da Amma identificou condições inadequadas de alojamento dos animais durante a operação. De acordo com a diretora Raquel Fleury, os animais estavam amontoados, expostos ao calor e sem estrutura adequada. Foram encontrados ainda animais doentes, com fungos e ferimentos, além de cartões de vacina sem assinatura de responsável técnico — o que representa risco sanitário tanto para os animais quanto para os compradores.

“Muitas vezes a pessoa não sabe o que está levando para casa. Por isso, pedimos: não compre, adote”, declarou Fleury.

Os feirantes flagrados permanecem como depositários dos animais e deverão apresentar acompanhamento veterinário. A Amma anunciou que deve ampliar a fiscalização para outros pontos de venda de animais na cidade.

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