O Ministério Público de Goiás (MPGO), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado da região Sul (Gaeco Sul), lançou nesta quinta-feira (21/08) a Operação Regra Três. A ação visa desmantelar uma suposta organização criminosa liderada por um delegado da Polícia Civil, que é sócio do Instituto Delta Proto, e sua esposa. A operação conta com o apoio da Polícia Civil de Goiás e investiga alegações de fraudes em contratações públicas, bem como o uso indevido de recursos destinados a reformas e obras em escolas estaduais.
Durante a operação, foi cumprido um mandado de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão em Rio Verde e Goiânia. A decisão judicial, emitida pela 2ª Vara das Garantias de Goiânia, também incluiu o bloqueio de contas e a apreensão de bens dos investigados, visando a recuperação de valores desviados. A Controladoria-Geral do Estado de Goiás também colaborou na investigação.
As investigações revelaram indícios de que a organização criminosa teria ampliado suas atividades para além das reformas em escolas, envolvendo contratos para impressão de materiais didáticos e a contratação irregular do instituto para a realização de concursos públicos na Câmara Municipal de Rio Verde.
Desde 2020, estima-se que o esquema tenha desviado mais de R$ 2,2 milhões por meio de pelo menos 40 processos de dispensa de licitação fraudulentos. O MPGO investiga crimes como organização criminosa, contratação direta ilegal, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, entre outros.
A operação mobilizou 19 promotores de justiça, 26 servidores e 25 agentes de segurança institucional, além de 14 delegados e 60 policiais civis da PCGO.
Enfrentamento Regionalizado ao Crime Organizado
Esta é a primeira ação realizada pelo Gaeco Sul, uma unidade que integra o Gaeco e atua de forma regional, abordando as especificidades e demandas locais. A iniciativa foi estabelecida pelo Ato PGJ nº 9/2024, com o objetivo de adaptar o combate ao crime organizado às características da região.
O Gaeco informou que, devido à natureza da investigação em andamento, os nomes dos investigados não serão divulgados neste momento, e não serão concedidas entrevistas até que a denúncia seja formalizada.







