Operação Desfortuna Mira Bia Miranda e 14 Influenciadores em Esquema de Jogo Ilegal

Operação Desfortuna mira Bia Miranda e 14 influenciadores em esquema de jogo ilegal

Movimentações financeiras suspeitas ultrapassam R$ 4 bilhões

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta quinta-feira (7/8), a Operação Desfortuna, que tem como foco desmantelar um esquema criminoso de promoção ilegal de jogos de azar na internet. A investigação aponta indícios concretos de lavagem de dinheiro, formação de organização criminosa e enriquecimento ilícito envolvendo 15 influenciadores digitais, entre eles a ex-A Fazenda Bia Miranda.

 

A ação policial está sendo executada de forma simultânea em três estados — Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais — e foi articulada pela Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD). A operação conta com o suporte do Gabinete de Recuperação de Ativos (GRA) e do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (Lab-LD).

 

Jogos ilegais e manipulação nas redes sociais

Segundo os investigadores, os influenciadores atuavam promovendo o chamado “jogo do tigrinho”, uma espécie de caça-níquel disfarçado em plataformas digitais. A estratégia consistia em divulgar vídeos e conteúdos patrocinados prometendo ganhos fáceis e imediatos. Esses materiais eram amplamente disseminados em redes sociais como Instagram, TikTok e YouTube, com o objetivo de atrair seguidores para as plataformas de apostas ilegais.

 

No entanto, conforme a investigação avança, fica evidente que o envolvimento dos influenciadores ia além da simples publicidade. A Polícia Civil sustenta que os investigados faziam parte de uma estrutura organizada, com funções bem distribuídas entre operadores financeiros, divulgadores e empresas de fachada usadas para movimentar os lucros obtidos ilegalmente.

 

Coaf aponta movimentações bilionárias

Um dos principais elementos que deram origem à operação foram os relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Segundo o órgão, as contas vinculadas aos investigados apresentaram movimentações bancárias que somam mais de R$ 4 bilhões — valor extremamente superior à renda declarada por essas pessoas.

 

Durante o inquérito, a Polícia Civil também constatou sinais claros de enriquecimento incompatível com os rendimentos oficiais. Os influenciadores ostentavam viagens internacionais, veículos de alto padrão, imóveis de luxo e gastos elevados em bens de consumo — tudo exibido com frequência nas redes sociais, contribuindo para uma imagem de sucesso e vida confortável, supostamente sustentada pelos jogos promovidos.

 

Indícios de lavagem de dinheiro e conexão com o crime organizado

Além da promoção dos jogos ilegais, os investigados são suspeitos de operar uma complexa rede de empresas com a finalidade de ocultar a origem ilícita dos recursos arrecadados. Essa dinâmica caracteriza o crime de lavagem de dinheiro, segundo a Polícia Civil.

 

Outro ponto que agrava o caso é a possível ligação de alguns influenciadores com pessoas que já possuem antecedentes criminais e conexões com facções do crime organizado. Esse fator pode levar a novas frentes de investigação.

Prisões e desdobramentos

Até a última atualização desta matéria, a Polícia Civil não havia confirmado se houve prisões durante a deflagração da operação. Os mandados de busca e apreensão seguem em andamento, e a investigação deve avançar nas próximas semanas, com análise de documentos, dispositivos eletrônicos e movimentações bancárias.

 

 

Entenda os crimes investigados:

  • Promoção ilegal de jogos de azar
  • Lavagem de dinheiro
  • Formação de organização criminosa
  • Sonegação fiscal (em apuração)

 

 

 

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