Parque Mutirama deve completar um ano fechado em meio a sucessivos adiamentos
O Parque Iris Rezende Machado (Mutirama), um dos principais símbolos do lazer popular em Goiânia, caminha para completar um ano inteiro de portões fechados. Suspenso desde 20 de março de 2025, o funcionamento do parque segue cercado de incertezas e promessas de reabertura que não se concretizam, gerando frustração em moradores e comerciantes da região central.
Novas promessas e falta de definição
Em declaração recente, nesta quinta-feira (5 de fevereiro de 2026), o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, afirmou acreditar que o parque voltará a funcionar até o final de março. Segundo o gestor, o principal entrave atual reside em apenas três atrações específicas. A estratégia da Secretaria Municipal de Gestão de Negócios e Parcerias (Segenp) seria reabrir o espaço apenas quando todos os brinquedos estivessem em pleno funcionamento e com segurança atestada.
Contudo, a própria Prefeitura de Goiânia evitou confirmar oficialmente este novo prazo ao ser questionada pela imprensa. Em nota, o Paço Municipal limitou-se a dizer que a reabertura está em “fase final de preparação”, mas que a data exata “ainda não foi definida”.
Mudanças no modelo de gestão
Quando o Mutirama finalmente reabrir, o público encontrará mudanças significativas:
Fim da Gratuidade Total: A gestão anunciou que passará a cobrar ingressos para ajudar no custeio e manutenção dos equipamentos. Os valores previstos são de R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada).
Isenções: A gratuidade deverá ser mantida para famílias cadastradas no CadÚnico e alunos da rede pública municipal.
Revitalização: O plano prevê a entrega de 22 brinquedos totalmente reformados. No início de 2025, apenas três atrações tinham condições técnicas de operar.
Histórico de Atrasos
A reabertura foi prometida inicialmente para as férias de julho de 2025, depois para o Dia das Crianças (outubro), posteriormente para dezembro e, mais recentemente, para as férias de janeiro de 2026. Todos os prazos expiraram sem que o parque fosse liberado, sob a justificativa de que os laudos de segurança e as reformas técnicas ainda não estavam 100% concluídos.







