MORRE OSCAR SCHMIDT, MAIOR ÍDOLO DO BASQUETE BRASILEIRO, AOS 68 ANOS EM SÃO PAULO
O ex-jogador Oscar Schmidt, considerado o maior nome da história do basquete brasileiro, morreu nesta sexta-feira (17/04/2026), aos 68 anos, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. A informação foi confirmada pela família em comunicado oficial.
O ex-atleta passou mal em casa e chegou a ser levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), próximo de sua residência em Alphaville, mas não resistiu após sofrer uma parada cardíaca. A causa oficial da morte ainda não foi divulgada.
ÍDOLO E “MÃO SANTA” DO BASQUETE MUNDIAL
Conhecido como “Mão Santa” e dono da camisa 14 da Seleção Brasileira, Oscar Schmidt foi um dos principais responsáveis pela popularização do basquete no Brasil e construiu uma das carreiras mais marcantes do esporte mundial.
Natural de Natal (RN), onde nasceu em 16 de fevereiro de 1958, Oscar iniciou sua trajetória no basquete ainda jovem após abandonar o sonho de ser jogador de futebol. Sua altura o levou ao esporte que o consagraria internacionalmente.
CARREIRA MARCADA POR RECORDES E CONQUISTAS
Oscar atuou por clubes como Palmeiras, Sírio, Corinthians e Flamengo no Brasil, além de ter brilhado por mais de uma década no basquete italiano, defendendo o Juvecaserta, em uma das ligas mais fortes do mundo na época.
Pela Seleção Brasileira, foi protagonista por quase duas décadas, acumulando títulos importantes como Sul-Americanos, Copas América e o histórico ouro no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987, quando o Brasil venceu os Estados Unidos na final.
RECORDE OLÍMPICO E LEGADO INTERNACIONAL
O ex-jogador disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos (1980, 1984, 1988, 1992 e 1996) e se tornou o maior cestinha da história das Olimpíadas, com 1.093 pontos marcados.
Oscar também integra o Hall da Fama da FIBA e da NBA, reconhecimento internacional por sua contribuição ao esporte, mesmo sem ter atuado oficialmente na liga americana.
SAÚDE, LUTA E ÚLTIMOS ANOS
Em 2011, Oscar foi diagnosticado com tumor cerebral e passou por cirurgias ao longo dos anos. Apesar do tratamento, conviveu com a doença por mais de uma década, mantendo aparições públicas e participando de homenagens ao esporte brasileiro.
Em abril de 2026, poucos dias antes de sua morte, foi homenageado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) durante cerimônia do Hall da Fama, no Rio de Janeiro.
NOTA DA FAMÍLIA
Em comunicado, a família destacou a trajetória do ex-atleta e pediu respeito à privacidade no momento de luto. O velório e o sepultamento serão restritos a familiares e amigos próximos.






