Crise Humanitária: Mais de 3 mil migrantes morreram tentando chegar à Espanha em 2025
Um novo relatório da ONG Caminando Fronteras, divulgado nesta segunda-feira (29), revela o custo humano da crise migratória na Europa. Em 2025, ao menos 3.090 pessoas perderam a vida em rotas marítimas com destino ao território espanhol. Entre as vítimas, o relatório contabiliza 437 crianças e 192 mulheres.
A Rota da Morte: Ilhas Canárias
Apesar do número de mortes representar uma queda em relação a 2024 (reflexo da redução de 40% nas tentativas de travessia), a Rota Atlântica continua sendo a mais letal. O trajeto que liga a costa africana ao arquipélago das Ilhas Canárias é considerado um dos mais perigosos do mundo devido às fortes correntes e à precariedade das embarcações.
Destaques do relatório:
Novas Rotas: A ONG identificou partidas de locais ainda mais distantes e perigosos, como a Guiné-Conacri.
Mediterrâneo: Houve um aumento de fluxos irregulares entre a Argélia e as ilhas turísticas de Ibiza e Formentera.
Dados Oficiais: O Ministério do Interior da Espanha registrou a chegada de 35.935 migrantes em 2025, uma redução significativa frente aos mais de 60 mil do ano anterior.
Metodologia e Monitoramento
A “Caminando Fronteras” compila esses dados por meio de uma rede de monitoramento que inclui chamadas de socorro enviadas pelos próprios migrantes em alto-mar, relatos de familiares de desaparecidos e cruzamento com estatísticas oficiais de resgate. A organização alerta que, embora as chegadas tenham diminuído, a periculosidade das novas rotas mantém o índice de mortalidade em níveis alarmantes.







