Milagre em Ribeirão Preto: Menino que sobreviveu a queda do 10º andar recebe alta após 22 dias internado
O pequeno Brenno Fernandes Girdziauckas, de apenas 4 anos, protagonizou o que médicos e familiares chamam de um verdadeiro milagre. Neste domingo (18), o garoto recebeu alta do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP), exatos 22 dias após sobreviver a uma queda do 10º andar de um edifício no centro da cidade. A história, que chocou o país no final de 2025, encerra seu capítulo hospitalar com uma recuperação que desafia as estatísticas médicas.
O Acidente: Segundos de Fatalidade e Sorte
O caso ocorreu na tarde de 27 de dezembro. Brenno, que é autista não verbal, conseguiu acessar a janela do banheiro do apartamento da família. O local não possuía rede de proteção. Em um momento de distração, a criança caiu de uma altura superior a 30 metros.
A perícia da Polícia Civil acredita que a sobrevivência de Brenno está ligada a uma sucessão de impactos que amorteceram a queda final:
8º Andar: O corpo do menino teria se chocado contra uma janela de vidro, reduzindo a velocidade vertical.
Corrimão: Antes de atingir o solo, ele ainda bateu em um corrimão na área comum do condomínio.
Solo: Brenno foi encontrado pela mãe ainda consciente, embora apresentasse ferimentos graves, especificamente uma fratura bilateral do fêmur (quebrou as duas pernas simultaneamente).
A Jornada pela Vida: Três Cirurgias e a Ciência
Apesar do “milagre”, a ciência foi fundamental para a recuperação. Brenno sofreu o que os médicos chamam de trauma de “alta energia”. No Hospital das Clínicas, ele foi submetido a três cirurgias complexas para corrigir as fraturas e tratar o politraumatismo.
O ortopedista Pedro Francisco, que acompanhou o caso, destacou a raridade da sobrevivência. “A gente sabe que é possível sobreviver, mas não é comum. Ele teve uma ajuda do anjinho da guarda”, afirmou o médico. O menino passou o período de festas de fim de ano em tratamento intensivo, mas apresentou uma evolução surpreendente, deixando o CTI em tempo recorde.
Investigação e Prevenção
O caso foi registrado como queda acidental no 1º Distrito Policial de Ribeirão Preto. A mãe de Brenno, que é psicóloga, e o pai prestaram depoimento explicando a dinâmica dos fatos. O incidente serve como um alerta dramático para pais e responsáveis sobre a importância vital de redes de proteção em todos os cômodos de apartamentos, especialmente em residências com crianças com transtornos do neurodesenvolvimento, que podem não perceber riscos iminentes.







