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“Mulheres Vivas!”: 10 Mil Vão às Ruas de Goiânia Contra Epidemia de Feminicídio e Desmonte de Políticas Públicas

Marcha "Mulheres Vivas": 10 mil protestam contra feminicídio em GO
Marcha "Mulheres Vivas": 10 mil protestam contra feminicídio em GO

“Mulheres Vivas!”: 10 Mil Vão às Ruas de Goiânia Contra Epidemia de Feminicídio e Desmonte de Políticas Públicas

Goiânia se tornou palco de um dos maiores atos de protesto e denúncia contra a violência de gênero no país neste domingo (7 de dezembro). Cerca de 10 mil manifestantes tomaram as ruas da capital na Marcha “Mulheres Vivas!”, com concentração na Praça Universitária. O objetivo central foi denunciar a escalada do feminicídio, classificado por coletivos e entidades de direitos humanos como uma verdadeira “epidemia silenciada” no Brasil.

O Grito por Justiça e os Dados Alarmantes de Goiás

A multidão seguiu em direção à Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (DEAM), reforçando o apelo por justiça e segurança efetiva. Os números de violência em Goiás, citados durante o ato, corroboram a urgência da mobilização:

  • O estado ocupa o 6º lugar no ranking nacional de violência doméstica.

  • Cidades goianas estão entre as 20 com mais registros de estupro no país.

Lideranças e coletivos feministas apontam que o problema é estrutural, agravado pelo desmonte de políticas públicas essenciais. O sucateamento de delegacias especializadas e a precarização de serviços como a Casa da Mulher Brasileira dificultam o acesso à proteção e aumentam a vulnerabilidade das vítimas.

Demandas por Leis e Orçamento Efetivo

A Marcha “Mulheres Vivas!” não foi apenas um protesto, mas também uma apresentação de demandas concretas ao poder público. As manifestantes exigiram o fortalecimento da Lei Maria da Penha e da recém-aprovada Lei do Feminicídio (Lei 14.994/2024), além de maior celeridade da Justiça.

Entre as principais cobranças estão:

  • Aumento urgente do orçamento destinado à rede de proteção.

  • Ampliação de casas-abrigo e redes de apoio psicossocial.

  • Políticas públicas que incluam recorte racial e de classe, atendendo a mulheres negras, indígenas, quilombolas e periféricas.

O ato de Goiânia se juntou a mobilizações simultâneas em outras capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, unificando a voz de milhares de mulheres pela transformação estrutural e o fim da impunidade.

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