
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta segunda-feira (18) a mobilização de 4,5 milhões de integrantes da Milícia Bolivariana, como resposta ao que classificou como “ameaças renovadas” dos Estados Unidos. A declaração ocorreu após o governo americano elevar para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à captura do líder venezuelano.
Durante um pronunciamento transmitido em rede nacional, Maduro afirmou que iniciará um “plano especial de segurança”, com a presença das milícias em todo o território venezuelano. Segundo ele, os grupos estão “preparados, ativados e armados” para proteger a soberania nacional.
“Fuzis e mísseis para a força camponesa! Para defender o território, a soberania e a paz da Venezuela”, declarou.
A Milícia Bolivariana, criada pelo ex-presidente Hugo Chávez, é composta por cerca de 5 milhões de reservistas e atua como força auxiliar da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB). Maduro também convocou o fortalecimento das milícias nas zonas rurais e dentro das fábricas, com foco na mobilização da classe trabalhadora.
Recompensa por Maduro e tensão com os EUA
O aumento da recompensa, anunciado no início de agosto pela administração de Donald Trump, faz parte de uma ofensiva que também inclui operações militares antidrogas no Caribe. O Departamento de Estado americano justificou a ação alegando que Maduro representa uma ameaça à segurança nacional dos EUA e o classificou como um dos principais narcotraficantes do mundo.
O valor oferecido atualmente pelos EUA supera, inclusive, o que foi divulgado na época por informações sobre Osama Bin Laden, após os atentados de 11 de setembro.
Em resposta, o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, criticou duramente a medida, chamando-a de “fantasiosa, ilegal e desesperada”. Para ele, trata-se de uma violação do direito internacional e da soberania venezuelana.
“O cinismo do governo americano não tem limites. Querem dar lições de democracia quando desrespeitam suas próprias leis”, disse o general.
Além de Maduro, outros membros do alto escalão do governo venezuelano também são alvos de recompensas oferecidas pelos Estados Unidos, como Diosdado Cabello, ministro do Interior, Justiça e Paz.
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