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Macron Eleva o Tom: França se Opõe à “Pressão” da União Europeia para Selar Acordo com o Mercosul

Macron barra pressão da UE para assinar acordo com Mercosul
Macron barra pressão da UE para assinar acordo com Mercosul

Macron Eleva o Tom: França se Opõe à “Pressão” da União Europeia para Selar Acordo com o Mercosul

O presidente francês, Emmanuel Macron, reafirmou nesta quarta-feira (17/12) sua forte oposição a qualquer tentativa da União Europeia (UE) de forçar a aprovação do acordo comercial com o Mercosul. Durante uma reunião de gabinete, o mandatário deixou claro que a França resistirá às pressões de outros estados-membros que buscam uma finalização imediata do tratado.

O posicionamento francês ganhou um reforço de peso: a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, também declarou que não está pronta para apoiar o acordo. A postura conjunta de duas das maiores economias da Europa abala as esperanças de que o documento fosse assinado ainda nesta semana, frustrando os planos da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que planejava viajar ao Brasil para a cerimônia.

Os Conflitos que Travam o Acordo:

  • Protecionismo Agrícola: Parlamentares europeus aprovaram recentemente controles ainda mais rígidos sobre a importação de produtos agrícolas, uma exigência que visa proteger produtores locais (especialmente franceses e italianos) da concorrência sul-americana.

  • Divisão na Europa: Enquanto França e Itália barram o avanço, países como Alemanha, Espanha e nações nórdicas defendem a assinatura urgente. Para esses países, o acordo é uma saída estratégica para compensar as tarifas comerciais impostas pelos EUA e reduzir a dependência econômica da China.

  • Reciprocidade Sul-Americana: No Brasil, o setor produtivo já reage. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) defende que, caso o acordo seja assinado com as salvaguardas protecionistas da UE, o Mercosul adote medidas de reciprocidade equivalentes, impedindo o livre comércio unilateral.

O impasse, que já dura 25 anos, entra em uma de suas fases mais críticas, expondo a profunda fratura política dentro do bloco europeu e a resistência do setor agrário francês às mudanças no comércio global.

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