Lula “Possivelmente” Candidato em 2026 e Crítica à Esquerda
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acenou para a disputa eleitoral de 2026 ao afirmar, nesta quarta-feira (16), que “possivelmente” será candidato à Presidência da República no próximo ano. A declaração foi feita durante um discurso no congresso do Partido Comunista do Brasil (PC do B), em Brasília.
No entanto, o anúncio veio acompanhado de um tom de autocrítica à atuação da esquerda, com o presidente dedicando grande parte de sua fala à necessidade urgente de reconectar o discurso progressista à realidade da população.
“Eu possivelmente, possivelmente serei candidato a presidente outra vez, se eu estiver com saúde. Mas eu vou ser candidato para quê? É preciso pensar um país maior, mas um país que o povo seja capaz de compreender que país a gente está propondo para ele,” questionou Lula.
O Distanciamento do Discurso e o Avanço da Direita
O presidente argumentou que a principal falha dos partidos e movimentos de esquerda tem sido o distanciamento da linguagem popular, o que abriu espaço para o avanço da extrema-direita no cenário político nacional.
- Falta de Diálogo: Lula criticou a complexidade do discurso da esquerda. “Muitas vezes, acho que o nosso discurso está muito distante do nível de compreensão das pessoas que querem nos escutar. Precisamos aprender a falar de um jeito que elas entendam o que estamos dizendo.”
- Derrota da Democracia: O presidente analisou que a extrema-direita cresce porque a democracia “foi derrotada” ao falhar em cumprir suas promessas. Ele destacou que “Não há democracia sem comida na mesa, sem salário, sem universidade, sem direitos humanos.”
- Redes Digitais: Lula criticou o atraso da esquerda em compreender o poder de mobilização da internet, que, segundo ele, foi dominada pela direita. Ele ainda fez um aceno ao setor evangélico: “Evangélico não é contra nós, nada. Nós é que não sabemos conversar com eles.”
Alfinetada no Congresso
Lula também aproveitou o discurso para criticar a atual formação do Congresso, citando a baixa qualidade dos debates e o uso político das redes sociais por alguns parlamentares, que estariam mais preocupados em fazer “propaganda na rede”. O presidente chegou a sugerir que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fosse cassado.







