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Lula Condena Incursão dos EUA na Venezuela e Alerta para “Colapso” do Multilateralismo

Lula condena invasão dos EUA na Venezuela: "falta de respeito"
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Lula Condena Incursão dos EUA na Venezuela e Alerta para “Colapso” do Multilateralismo

Em um discurso marcado por forte tom diplomático e defesa da soberania regional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a invasão da Venezuela pelos Estados Unidos como uma “falta de respeito” à integridade territorial sul-americana. Durante evento em Brasília nesta sexta-feira (23), o mandatário brasileiro afirmou que a América Latina não irá “baixar a cabeça” diante de posturas unilaterais e declarou que a Carta das Nações Unidas (ONU) está sendo “rasgada” pela prevalência da força militar sobre o diálogo.

A “Lei do Mais Forte” e o Enfraquecimento da ONU

Lula demonstrou profunda indignação com o cenário na Venezuela, ressaltando que a América do Sul é um território de paz, desprovido de armas nucleares. Segundo o presidente, o mundo atravessa um momento crítico onde o multilateralismo é substituído pelo unilateralismo, o que ele chamou de “lei do mais forte”.

O presidente criticou abertamente a postura do presidente norte-americano Donald Trump, acusando-o de tentar criar uma “nova ONU” sob termos individuais. Para Lula, essa postura contraria a histórica bandeira brasileira de reforma do Conselho de Segurança da ONU, que prevê a entrada de países como Brasil, México e nações africanas para equilibrar as decisões globais.

Ofensiva Diplomática e Rejeição ao Alinhamento Automático

Diante da instabilidade, o governo brasileiro intensificou contatos com líderes globais, incluindo Vladimir Putin (Rússia), Xi Jinping (China) e o primeiro-ministro da Índia. O objetivo é articular uma reação internacional que reafirme o compromisso com a diplomacia e evite que as relações internacionais sejam regidas por imposições militares.

Lula reforçou que a política externa do Brasil não possui “preferências ideológicas” e busca manter diálogo com todas as potências, mas descartou qualquer relação de subordinação. “O que a gente não aceita mais é voltar a ser colônia”, pontuou.

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