Fernando Alves Motta, conhecido como “Primo”, líder de facção e criminoso de alta periculosidade, foi morto em confronto com a polícia na madrugada desta quarta-feira (10) em Inhumas, região rural de Goiás. O suspeito, que estava solto sob medidas cautelares, utilizava um jammer, equipamento capaz de bloquear o sinal da tornozeleira eletrônica.
Fernando havia sido condenado a 26 anos e 4 meses de prisão, com previsão de cumprimento da pena até 2037. Ele acumulava passagens por homicídios, roubos e tráfico de drogas, sendo indiciado em cinco inquéritos policiais. Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), ele exercia liderança de uma facção criminosa.
A ação foi realizada pela Companhia de Policiamento Especializado (CPE) de Trindade, com apoio do serviço de inteligência do 16° CRPM. De acordo com o Major Vinicius Nunes, Fernando atirou contra os policiais e foi alvejado. No local, ele estava com uma pistola calibre 9mm e em uma caminhonete, que, segundo a polícia, não apresenta indícios de origem criminosa.
Histórico criminal e prisões
Fernando foi preso pela primeira vez em julho de 2011. Em 2013, foi novamente detido junto com oito comparsas durante operação da Delegacia Estadual de Investigação Criminal (Deic), que desarticulou quadrilha especializada em assaltos a caixas eletrônicos e agências bancárias.
Em 2014, ele foi transferido para o presídio federal de segurança máxima de Catanduvas, no Paraná, após passar pela Casa de Prisão Provisória (CPP) do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, onde exercia grande poder sobre outros detentos e agredia violentamente desafetos e credores, segundo denúncias.
Ele ainda solicitou transferências para cumprir pena em Goiás, próximo à família, e chegou a ser enviado em 2018 para a Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia.






