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Justiça Eleitoral proíbe uso da estrutura do Estado para promoção política do vice-governador Daniel Vilela

Justiça proíbe Daniel Vilela de usar Secom para fins eleitorais
Justiça proíbe Daniel Vilela de usar Secom para fins eleitorais

Justiça Eleitoral proíbe uso da estrutura do Estado para promoção política do vice-governador Daniel Vilela

O cenário político de Goiás foi sacudido por uma decisão judicial na noite deste domingo (21). Um juiz eleitoral determinou que o vice-governador Daniel Vilela (MDB) e a Secretaria de Comunicação de Goiás (Secom) cessem imediatamente o uso da máquina pública para a divulgação de conteúdos com viés “eleitoreiro”. A liminar atende a uma representação movida pelo diretório estadual do PL, que acusa o governo de utilizar a estrutura oficial para alavancar um projeto eleitoral antecipado.

A ação judicial alega que os canais de comunicação do Estado estavam sendo desvirtuados para promover a imagem pessoal de Vilela, visando o pleito de 2026, além de supostamente propagar desinformação contra adversários políticos. Na decisão, o magistrado ressaltou que a estrutura pública deve ser estritamente institucional e informativa, sendo vedado o uso de recursos, servidores ou plataformas digitais do Estado para fins de autopromoção ou ataques a opositores.

O caso levanta um importante debate sobre os limites entre a publicidade institucional e o abuso de poder político e econômico. Especialistas apontam que o uso da Secom para fins partidários pode configurar desequilíbrio na disputa eleitoral. A decisão também estipula sanções caso as publicações consideradas irregulares não sejam removidas ou se novos conteúdos similares forem veiculados.

Até o momento, a assessoria do vice-governador e o Governo de Goiás não se manifestaram oficialmente sobre o mérito da decisão, mas cabe recurso. O clima de pré-campanha em Goiás, que já se mostrava acirrado entre as bases governistas e a oposição liderada pelo PL, deve ganhar novos capítulos jurídicos nas próximas semanas.

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