Na manhã desta quarta-feira (10/9), Dedilson de Oliveira Sousa foi absolvido da acusação de homicídio privilegiado após matar Francilei da Silva Jesus a pedradas, em reação ao atropelamento fatal de seu filho, ocorrido em dezembro de 2022.
O julgamento foi realizado na 2ª Vara de Crimes Dolosos contra a Vida, com Tribunal do Júri. Durante a sessão, o Ministério Público reconheceu que Dedilson agiu dominado pela emoção — sem intenção de matar — ao presenciar o atropelamento de seu filho .
O advogado Alan Araújo, que conduz a defesa, destacou que o desfecho era esperado. “Meu cliente agiu em um momento de profunda emoção diante da morte do filho”, afirmou. Ele também ressaltou o compromisso em apoiar a família, considerada humilde e sem recursos, desde o início do processo.
Investigação apontou que o motorista apresentava sinais de embriaguez durante o atropelamento, e o garoto, de apenas 8 anos, foi atingido enquanto vendia balas com o pai no canteiro central da via. O impacto o arrastou contra uma árvore, resultando em morte imediata. Dedilson teve ferimentos leves .
Segundo depoimento, o objetivo do pai não era matar, mas impedir a fuga do motorista e garantir que ele permanecesse no local até a chegada da polícia. Ele relatou ter perdido a consciência durante a confusão e, ao recobrar os sentidos, reagiu com uma pedra .
Em audiência de custódia, Dedilson foi liberado da prisão preventiva — a juíza considerou dispensável a detenção, diante do contexto emocional e da ausência de premeditação .






