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O auxiliar de montagem Leonardo Cerqueira de Almeida, de 23 anos, recuperou a liberdade nesta quinta-feira (19) após passar 14 dias injustamente detido na Penitenciária de Aparecida de Goiânia. O jovem foi vítima de um “erro inadmissível” no sistema judiciário de Minas Gerais, que trocou a ordem de seus sobrenomes em um mandado de prisão por tráfico de drogas — crime que ele jamais cometeu.

O “Anjo” da Cela ao Lado

A liberdade de Leonardo só foi possível graças a um colega de cela. Enquanto os demais detentos zombavam de sua afirmação de inocência, este colega acreditou na história e aproveitou o contato com sua advogada, Déborah Carolina Silva, para relatar o caso.

  • O Alerta: O detento passou o contato da mãe de Leonardo para a advogada.

  • A Confirmação: Inicialmente, a mãe do jovem pensou tratar-se de um golpe, mas a advogada enviou a foto que constava no processo, confirmando que os dados de Leonardo (como CPF e nome da mãe) haviam sido inseridos erroneamente no lugar do verdadeiro criminoso.

Sequência de Falhas Institucionais

O caso expõe brechas graves no fluxo de custódia:

  1. A Prisão: Leonardo foi abordado pela PM na rodoviária de Goiânia enquanto voltava do trabalho no Mato Grosso para sua casa em São Paulo.

  2. Direitos Cerceados: O jovem relatou que não permitiram que ele ligasse para a família, um direito constitucional.

  3. Audiência de Custódia: Mesmo acompanhado por um defensor público em Goiânia, o erro não foi detectado, pois o sistema apenas verificava se a ordem de prisão existia, e não o mérito do erro material de Minas Gerais.

Decisão Judicial

Ao ser acionada, a juíza Lorena Frederico Soares, do TJMG, reconheceu o “evidente constrangimento ilegal” e determinou a soltura imediata, corrigindo o erro no cartório que expediu o documento. Emocionado, Leonardo desabafou: “Ninguém deveria passar o que eu passei lá”.

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