
O Japão atingiu nesta terça-feira (5) a temperatura mais alta já registrada em sua história: 41,8 °C na cidade de Isesaki, localizada na província de Gunma, no leste do país. Este novo recorde supera a marca anterior de 41,2 °C, registrada recentemente na cidade de Tamba, na província de Hyogo, no oeste do país, conforme informou a agência meteorológica japonesa.
Devido ao calor extremo, o governo japonês orientou a população a evitar sair de casa e anunciou medidas emergenciais para proteger as plantações de arroz, que já apresentam sinais de danos causados pelo clima. A região nordeste do Japão, às margens do Mar do Japão, sofre com níveis críticos de seca, colocando em risco a produção agrícola, especialmente a do arroz — alimento básico no país.
Até o momento, mais de 53 mil pessoas foram hospitalizadas devido à insolação neste verão, segundo dados da Agência de Gestão de Incêndios e Desastres. O intenso calor também tem causado a proliferação de percevejos em plantações, o que pode agravar ainda mais os prejuízos para os agricultores.
Em coletiva de imprensa, o ministro da Fazenda, Shinjiro Koizumi, destacou a necessidade de respostas rápidas e eficazes para minimizar os impactos da onda de calor. O governo prometeu apoio financeiro e técnico para o controle de pragas e ações de combate à seca.
Esta situação extrema chega após três anos consecutivos de recordes históricos de temperatura no país. Em 2023, o calor intenso prejudicou significativamente a qualidade do arroz, resultando em uma escassez que levou a uma alta expressiva nos preços do alimento, gerando preocupação nacional.
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