Irã anuncia desistência da Copa do Mundo 2026 após morte de líder supremo
A escalada de tensão no Oriente Médio atingiu o campo esportivo nesta quarta-feira (11). O Ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, oficializou que a seleção iraniana não participará da Copa do Mundo de 2026, sediada por Estados Unidos, Canadá e México. O motivo alegado é o assassinato de Ali Khamenei, líder supremo do país, ocorrido em 28 de fevereiro durante ataques atribuídos à coalizão entre EUA e Israel.
Justificativa e Tensões Diplomáticas
Em declaração à TV estatal iraniana, Donyamali foi enfático ao culpar o governo de Donald Trump pelo atentado que deu início ao conflito atual. “Sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo sediada por este regime”, afirmou o ministro.
Impacto no Torneio: O Irã está sorteado no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. As partidas da seleção estavam previstas para ocorrer em Seattle e Los Angeles, em solo americano.
Posição da FIFA: O presidente da FIFA, Gianni Infantino, manifestou-se via redes sociais após encontro com Donald Trump. Segundo Infantino, o presidente dos EUA reiterou que a delegação iraniana seria “bem-vinda” e que o futebol deveria servir para unir as nações, mesmo em tempos de guerra.
Incerteza no Futebol Mundial
A decisão final sobre a participação cabe à Federação de Futebol do Irã, mas o clima de hostilidade torna a viagem improvável. A desistência abre um precedente complexo para a FIFA, que poderá ter que convocar uma seleção substituta às pressas, faltando apenas 93 dias para a abertura do Mundial. Enquanto isso, o Iraque já solicitou o adiamento de partidas da repescagem devido à instabilidade na região.







