Idoso de Itauçu tem aposentadoria suspensa após ser dado como morto pela 2ª vez
O aposentado José Borges da Silva, de 81 anos, vive um pesadelo burocrático que parece não ter fim. Morador de Itauçu, no noroeste de Goiás, ele teve seu benefício do INSS suspenso pela segunda vez após ser declarado “morto” pelo sistema da Receita Federal. O erro decorre de uma confusão de identidades com outro idoso, homônimo, que residia na Bahia e faleceu em 2024.
Identidades Entrelaçadas desde os Anos 70
O caso, que beira o inacreditável, foi investigado pela Polícia Civil. O laudo revelou que José e o idoso baiano compartilhavam os mesmos dados básicos — nome, filiação e data de nascimento — e utilizavam o mesmo número de documento desde a década de 1970.
O Erro: Quando o José da Bahia morreu em junho de 2024, o CPF de ambos foi cancelado automaticamente como “titular falecido”.
Imbróglio Judicial: Apesar de uma liminar expedida pela Justiça em 2025 determinando o restabelecimento imediato do pagamento, com multa diária de R$ 500, o INSS ainda não normalizou a situação.
Sobrevivência por “Bicos” e Doações
Sem a aposentadoria da qual é dependente desde 2008, o idoso, que completa 82 anos em abril, sobrevive realizando pequenos reparos domésticos, como conserto de torneiras e chuveiros.
“Não aguento mais trabalhar com serviço pesado. Estou vivendo disso e de cestas básicas que moradores fazem para mim”, desabafou José à reportagem.
O INSS informou que a correção definitiva depende de uma atualização dos dados na Receita Federal para desvincular os perfis, mas, enquanto o jogo de empurra entre órgãos continua, o aposentado segue sem recursos para pagar contas básicas.







