Caminhoneiros articulam greve nacional após alta do diesel anular isenção de impostos
O fantasma de uma paralisação nacional de caminhoneiros volta a assombrar a economia brasileira em março de 2026. Lideranças da categoria confirmaram, nesta terça-feira (17), que a decisão por uma greve já é favorável entre motoristas autônomos e celetistas, embora a data de início ainda não tenha sido fixada. O movimento surge como resposta direta à política de preços da Petrobras e à percepção de ineficácia das medidas governamentais recentes.
O Estopim: Reajuste anula o “Alívio” do PIS/Cofins
A insatisfação atingiu o ápice após um desencontro de medidas na última semana:
A Medida da União: No dia 12 de março, o governo federal anunciou a zeragem do PIS/Cofins sobre o diesel, projetando uma redução de até R$ 0,64 por litro.
O Contra-ataque do Mercado: Apenas 24 horas depois, a Petrobras anunciou um aumento de R$ 0,38 no diesel A, pressionada pela cotação do petróleo devido ao conflito no Oriente Médio.
Resultado: Para a categoria, o reajuste da estatal “engoliu” o benefício fiscal, mantendo os custos operacionais em níveis insustentáveis.
Pauta de Reivindicações
Além da questão do combustível, os caminhoneiros apresentam uma lista de exigências estruturais que consideram inegociáveis para a manutenção da atividade:
Fiscalização do Frete Mínimo: Cobrança rigorosa da Lei 13.703/2018 para evitar operações abaixo do piso.
Pedágio: Isenção total para eixos suspensos em viagens sem carga (retorno vazio).
Previsibilidade: Criação de mecanismos que evitem a volatilidade diária nos postos de combustíveis.
Monitoramento do Governo
A Casa Civil iniciou canais de diálogo com representantes do setor para tentar evitar o bloqueio de rodovias. Paralelamente, o governo federal avalia intensificar a fiscalização em distribuidoras e postos, sob suspeita de que as reduções de impostos não estão chegando à bomba para o consumidor final.







