Grande Rio amarga notas baixas na Bateria em estreia de Virginia Fonseca
A apuração do Carnaval do Rio de Janeiro 2026 trouxe um resultado inesperado para a Acadêmicos do Grande Rio. Tradicionalmente detentora de notas máximas no quesito Bateria, a escola de Duque de Caxias registrou seu segundo pior desempenho histórico no setor, coincidindo com a estreia da influenciadora Virginia Fonseca como Rainha de Bateria.
Sob o comando de Mestre Fafá, a bateria da Tricolor recebeu três notas 9.9, resultando na perda de 0.2 décimos na contagem final. O desempenho só não foi inferior ao da Acadêmicos de Niterói (rebaixada), gerando uma onda de críticas e debates calorosos nas redes sociais sobre o impacto de figuras midiáticas em quesitos técnicos.
O “Fator Virginia” sob análise
A participação da influenciadora tornou-se o centro das discussões digitais. Internautas e entusiastas do Carnaval destacaram que Mestre Fafá vinha de uma sequência de três anos “gabaritando” o quesito (alcançando a nota máxima em todos os jurados). Embora o regulamento da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) estabeleça que a avaliação da Bateria considere o conjunto de ritmistas e a harmonia sonora, e não individualidades como a Rainha, a percepção do público ligou a queda técnica à exposição excessiva ou possíveis falhas de entrosamento durante o desfile.
Critérios da Liesa e Bastidores
Oficialmente, os jurados justificam as notas com base na manutenção do ritmo, criatividade das bossas e equalização dos instrumentos. Contudo, a pressão psicológica e a logística em torno de uma Rainha com alto engajamento digital, como Virginia, são fatores que, para especialistas, podem influenciar indiretamente o foco da ala.
Apesar do revés na pontuação, a influenciadora compartilhou em suas redes os “perrengues” com a fantasia e o tratamento intensivo que realizou para evitar crises de enxaqueca durante o desfile, reforçando o desafio físico da jornada na Avenida.







