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Polícia Civil investiga esquema de estelionato em ingressos para o Carnaval de Goiânia

A Polícia Civil de Goiás investiga um esquema sofisticado de golpes na venda de ingressos para o Carnaval de Goiânia. A fraude utiliza a plataforma Meu Bilhete para dar aparência de legitimidade às transações. Entre as vítimas identificadas está o secretário municipal de saúde de Campo Limpo de Goiás, Rafael de Sá, que relatou o prejuízo após tentar adquirir abadás para um bloco sertanejo na capital.

Dinâmica do golpe e falha em plataforma

O crime ocorre por meio de anúncios em redes sociais com valores abaixo do mercado. No caso relatado, o ingresso, avaliado originalmente em R$ 470, foi oferecido por R$ 250. Para ganhar a confiança do comprador, o golpista transfere o ingresso via aplicativo antes do pagamento.

A vítima confirmou a visualização do ticket em seu nome na plataforma oficial, o que motivou a transferência do dinheiro. Entretanto, ao tentar retirar o abadá, constatou que seu nome não constava na lista oficial. A suspeita é de que o grupo explore uma vulnerabilidade no sistema de transferências do site Meu Bilhete, permitindo que o ingresso apareça momentaneamente para a vítima antes de ser invalidado ou cancelado.

Investigação e estrutura do grupo

O registro da ocorrência foi feito na Delegacia de Polícia de Nerópolis e deve ser encaminhado à Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC). A investigação preliminar aponta para a participação de pelo menos três pessoas localizadas em estados diferentes: o vendedor, o titular original do ingresso e o beneficiário do depósito bancário.

As autoridades alertam para que os foliões evitem a compra de ingressos de terceiros fora dos canais oficiais, especialmente quando os valores forem significativamente inferiores aos praticados pelos organizadores dos eventos.

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