Potência Fiscal: Taxa do Agro Rende R$ 2,7 Bilhões a Goiás com Rio Verde Liderando a Arrecadação

Agro em Goiás Rende R$ 2,7 Bi; Rio Verde Lidera Taxa
Agro em Goiás Rende R$ 2,7 Bi; Rio Verde Lidera Taxa

Potência Fiscal: Taxa do Agro Rende R$ 2,7 Bilhões a Goiás com Rio Verde Liderando a Arrecadação

 

A chamada Taxa do Agro, contribuição destinada ao Fundo Estadual de Infraestrutura (FUNDEINFRA), consolidou a capacidade de investimento de Goiás em logística e obras estruturantes do agronegócio. Entre 2023 e 2025, o Estado de Goiás acumulou R$ 2,724 bilhões com a taxa, conforme painéis do Sistema de Arrecadação da Receita Estadual (SARE).

O município de Rio Verde se destacou como o motor financeiro dessa arrecadação, sendo responsável por destinar sozinho R$ 957,3 milhões ao fundo no triênio, o que representa mais de um terço do total arrecadado pelo estado.

A Força do Interior e a Cadeia Integrada

 

A análise da arrecadação demonstra a forte presença agroindustrial e logística de cidades do interior. Rio Verde, reconhecido como o maior polo agroindustrial do Centro-Oeste, manteve uma participação dominante:

  • Em 2023, o município respondeu por 38% da arrecadação estadual.

  • Em 2024, a participação permaneceu próxima a 39%.

No ranking dos maiores contribuintes, Rio Verde é seguido por municípios com cadeias de processamento e exportação bem estruturadas: Cristalina, Anápolis e Jataí.

Os dados do FUNDEINFRA também revelam que a arrecadação não depende apenas do produtor rural, mas da complexidade da cadeia produtiva goiana. Os segmentos que mais contribuíram foram a Indústria ligada ao agro e o Atacado de commodities, insumos e derivados. Essa constatação reforça que cada elo do agronegócio, do campo ao processamento, tem impacto direto nas finanças públicas.

Arrecadação Atrelada à Safra e Pressão por Retorno

 

O calendário de arrecadação da taxa acompanha o ritmo da safra, registrando picos entre março e maio, quando a comercialização dos produtos agrícolas ganha força.

A magnitude da contribuição, especialmente o quase R$ 1 bilhão repassado apenas por Rio Verde, coloca pressão sobre o Governo de Goiás por transparência e retorno direto ao setor. Produtores e empresários esperam que esses recursos sejam revertidos em obras de infraestrutura rural, pontes, estradas e ferrovias, garantindo maior competitividade logística e redução dos custos operacionais no agronegócio goiano.

Compartilhe este post :