Fátima Gavioli defende taxação de bets e jogos online para financiar Educação e Saúde
A secretária de Educação de Goiás e pré-candidata a deputada federal, Fátima Gavioli, manifestou defesa pela taxação rigorosa de plataformas de apostas esportivas e jogos de azar virtuais. A proposta visa destinar os recursos arrecadados para o financiamento de áreas sociais estratégicas como forma de compensar os prejuízos causados pelo avanço dessas práticas no país.
Impacto dos jogos nas escolas públicas
Em entrevista ao portal Mais Goiás Gavioli revelou que o vício em jogos online já apresenta consequências diretas na gestão da rede pública de ensino. Segundo a secretária pelo menos 15 escolas podem ter sofrido desvios de recursos praticados por gestores dependentes dessas plataformas.
Os casos investigados envolvem diretores e assessores financeiros que teriam utilizado senhas de acesso para retirar valores dos caixas escolares. Gavioli lamentou que a sociedade esteja contaminada por essas práticas e ressaltou que influenciadores e até estudantes têm divulgado jogos sem qualquer tipo de tributação sobre os ganhos obtidos com a publicidade.
Proposta de destino da arrecadação tributária
Atualmente tramita no Congresso Nacional um projeto que prevê a retenção de 15% sobre os depósitos feitos por apostadores em plataformas de bets. A previsão inicial é que os R$ 30 bilhões arrecadados anualmente sejam direcionados ao Fundo Nacional de Segurança Pública.
A proposta de Fátima Gavioli expande esse destino sugerindo que a tarifa sustente economicamente os setores onde o “rombo” social é mais evidente. Ela defende que o montante seja dividido entre a segurança a saúde e a educação permitindo o combate aos efeitos psicológicos e financeiros causados pelo jogo na população mais vulnerável.
Diferenças entre modalidades de apostas
Especialistas e órgãos reguladores apontam distinções entre as plataformas. Enquanto as apostas esportivas costumam atingir um público com maior poder aquisitivo os jogos conhecidos como “tigrinho” e “aviãozinho” alcançam camadas mais pobres.
Apesar da permissão de operação via sites certificados pelo Ministério da Fazenda desde 2024 a secretária de Educação reforça a necessidade de controle rígido. Para Gavioli a escola acaba sendo o reflexo de fenômenos que explodem na sociedade tornando urgente uma legislação que responsabilize financeiramente essas empresas.







