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Esquema de venda de vagas no SUS sobrecarregava filas de cirurgias em Goiás

Esquema vendia vagas no SUS e fraudava filas em Goiás
Esquema vendia vagas no SUS e fraudava filas em Goiás

Esquema de venda de vagas no SUS sobrecarregava filas de cirurgias em Goiás

Uma operação da Polícia Civil de Goiás desarticulou, nesta terça-feira (7), um esquema criminoso que comercializava ilegalmente vagas para cirurgias, exames e consultas no Sistema Único de Saúde. A investigação apontou que a fraude impactava diretamente a fila de espera, beneficiando pacientes que pagavam por prioridade indevida.

Fraude envolvia servidores e manipulação de dados

A ação, conduzida pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (DECOOR), resultou na prisão de seis pessoas e no cumprimento de 52 ordens judiciais em diversas cidades de Goiás, incluindo Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis.

Segundo as investigações, o grupo contava com a participação de servidores públicos e atuava fraudando sistemas de regulação médica, inserindo dados falsos e alterando a prioridade de pacientes nas filas do SUS.

As irregularidades contribuíam para a sobrecarga do sistema público, prejudicando usuários que aguardavam atendimento de forma regular.

Operação cumpriu dezenas de medidas judiciais

Batizada de Operação Mercancia Torpe, a ofensiva mobilizou equipes para cumprir 17 mandados de busca e apreensão, além de cinco afastamentos de funções públicas e 24 quebras de sigilo bancário e fiscal. O objetivo é rastrear a movimentação financeira dos envolvidos.

De acordo com a Polícia Civil, os investigados podem responder por crimes como falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas, corrupção ativa e passiva e associação criminosa.

Irregularidades foram identificadas pela própria Saúde estadual

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás informou que as irregularidades foram inicialmente detectadas pelo setor de inteligência da própria pasta, a partir do monitoramento do sistema de regulação.

O órgão afirmou ainda que colaborou com as investigações e reforçou que não compactua com práticas ilegais dentro da administração pública. Segundo a secretaria, não há envolvimento de servidores da regulação estadual no esquema investigado.

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