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Mistério em Bacabal: Sobrevivente revela que crianças ficaram juntas por duas noites em cabana abandonada

Bacabal: Menino Anderson revela como se separou dos primos na mata
Bacabal: Menino Anderson revela como se separou dos primos na mata

Mistério em Bacabal: Sobrevivente revela que crianças ficaram juntas por duas noites em cabana abandonada

O caso do desaparecimento das crianças no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA), completou 16 dias nesta segunda-feira (19). Novos detalhes surgiram após o depoimento de Anderson Kauan, de 8 anos — o único do trio encontrado até agora. O menino relatou à Polícia Civil como ele e os primos, Ágatha Isabelly (6 anos) e Allan Michael (4 anos), tentaram sobreviver na mata fechada.

O Refúgio na “Casa Caída”

Segundo Anderson, as crianças se perderam no dia 4 de janeiro ao buscarem um pé de maracujá. Eles permaneceram juntos por pelo menos duas noites, abrigando-se em uma cabana abandonada conhecida na região como “casa caída”.

  • Sobrevivência: O menino relatou que usaram um colchão velho e uma cadeira que estavam no local para descansar.

  • A Separação: No terceiro dia, Anderson decidiu seguir caminho sozinho para tentar achar a saída da mata. Os primos mais novos, exaustos, não conseguiram continuar a caminhada e ficaram para trás.

Anderson foi resgatado no dia 7 de janeiro por um carroceiro, a 4 km do ponto inicial, apresentando sinais de fraqueza e confusão mental. Ele sofre “apagões” de memória, o que dificulta a precisão sobre a localização exata dos primos.

Megaoperação de Buscas

A força-tarefa agora entra em sua terceira semana com reforços pesados:

  • Efetivo: Mais de 500 pessoas, entre policiais, bombeiros e voluntários.

  • Tecnologia: A Marinha do Brasil entrou na operação utilizando um side scan sonar no Rio Mearim para mapear o fundo do leito, descartando ou confirmando possíveis afogamentos.

  • Área Percorrida: As varreduras já cobriram 3.200 km², uma área imensa de vegetação densa.

Linhas de Investigação

Embora a hipótese de as crianças estarem perdidas na mata seja a principal, a Polícia Civil não descarta outras possibilidades. No entanto, as suspeitas de crime violento ou abuso sexual perderam força após exames periciais em Anderson não encontrarem vestígios de violência. O foco atual permanece na busca por sinais de vida ou vestígios em áreas de mata virgem.

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