Mistério em Caldas Novas: Corretora de imóveis desaparece em prédio e família cobra respostas após 27 dias

Corretora Daiane Alves desaparece em prédio de Caldas Novas; o que se sabe
Corretora Daiane Alves desaparece em prédio de Caldas Novas; o que se sabe

Mistério em Caldas Novas: Corretora de imóveis desaparece em prédio e família cobra respostas após 27 dias

O desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, completa quase um mês sem que as autoridades tenham pistas concretas sobre o seu paradeiro. Vista pela última vez na noite de 17 de dezembro de 2025, no condomínio onde reside no centro de Caldas Novas, no sul de Goiás, Daiane sumiu após descer ao subsolo do edifício para verificar o padrão de energia de seu apartamento. O caso é tratado como um mistério pela Polícia Civil, já que não há registros de câmeras de segurança que mostrem a mulher deixando as dependências do prédio.

A mãe da corretora, Nilse Alves Pontes, relatou que a filha agia de forma rotineira antes do sumiço. Daiane chegou a gravar vídeos para uma amiga mostrando que estava sem luz e informando que iria religar o disjuntor. Imagens do circuito interno confirmam que ela passou pela portaria, conversou brevemente com o recepcionista e entrou no elevador em direção ao subsolo às 19h. Desde o momento em que a porta do elevador se abriu no andar inferior, a corretora não foi mais vista.

Evidências e Contradições no Local

A investigação aponta detalhes que intrigam a família e a polícia. Daiane saiu de casa calçando chinelos, vestindo bermuda e sem seus óculos de grau, documentos ou celular — itens encontrados posteriormente dentro do apartamento. Um ponto central de dúvida é o estado da porta da residência: embora a lógica sugira que Daiane a tenha deixado aberta para um retorno rápido, quando a mãe chegou ao local no dia seguinte, a porta estava trancada, mas a filha não estava lá dentro.

O sigilo bancário da corretora foi quebrado, mas não revelou movimentações financeiras após o dia 17 de dezembro. Além disso, buscas e varreduras técnicas no sinal de celular não indicaram qualquer localização após o ingresso no subsolo.

Conflitos Condominiais e Mobilização

A família revelou que Daiane, responsável pela administração de seis apartamentos da família em Caldas Novas, enfrentava desavenças judiciais com o condomínio. “Tivemos no ano de 2025 muitos problemas que geraram processos contra o condomínio onde moramos”, afirmou Nilse Alves. A mãe acredita que a posição da filha na administração dos imóveis turísticos pode ter gerado atritos significativos.

Diante da falta de respostas, a família tem investido em carros de som pela cidade e organizado manifestações. Um ato público está marcado para o próximo sábado (17), em Uberlândia (MG), cidade natal da corretora, para marcar um mês do desaparecimento e cobrar agilidade das autoridades goianas.

Posicionamento das Autoridades

O delegado Alex Miller, responsável pelo caso, afirmou que a Polícia Civil trabalha com diversas linhas de investigação e que nenhuma hipótese foi descartada, incluindo a possibilidade de crime ou saída involuntária. No entanto, a ausência de imagens de saída do prédio permanece como o principal obstáculo para entender a dinâmica dos fatos ocorrida no subsolo.

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