Corinthians tenta apagar incêndio de fogo amigo e quer cooperação de Memphis

Corinthians tenta apagar incêndio de fogo amigo e quer cooperação de Memphis

O Corinthians quer abafar qualquer possibilidade de discussão referente ao contrato do atacante Memphis Depay. 

Presidente interino do clube, Osmar Stábile garantiu que pretende cumprir o acordo, válido até julho de 2026, e negou qualquer chance de rescisão ou renegociação. 

– Existe um contrato e vamos cumprir. Não tem como ser diferente. Está trabalhando o que está sendo estabelecido e vamos cumprir – destacou Stábile. 

De toda forma, a Trivela apurou que as alternativas de reformulação do vínculo com Memphis foram mencionadas por pessoas da alta cúpula corintiana. O assunto não chegou a ser pautado em encontros formais, mas discutido informalmente. 

A repercussão externa do tema, porém, incomodou boa parte da diretoria corintiana, que trabalha neste momento para contar com a cooperação do atacante. 

As pendências financeiras do clube e a recente ausência do jogador em um treinamento geraram um clima de grande tensão entre as partes. 

No entanto, a direção do Corinthians tenta controlar esse cenário antes das partidas contra o Palmeiras, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O jogo de ida acontece nesta quarta-feira (30), na Neo Química Arena. 

Tanto que nos últimos dias foi acertado o parcelamento das dívidas referentes às premiações do título paulista e um resíduo do Campeonato Brasileiro do ano passado. 

Esse acordo contemplou também a situação de Memphis Depay, no qual o contrato prevê uma bonificação específica em relação ao restante do elenco. 

Diretoria do Corinthians quer aparar as arestas com Memphis e conta com cooperação maior no futuro

A relação entre Memphis Depay e a diretoria corintiana não é boa. 

Segundo soube a reportagem, o tom da reunião realizada após o jogador faltar a um treinamento há algumas semanas foi bastante forte. 

Atualmente, o executivo de futebol Fabinho Soldado é quem faz a ponte entre o atleta e a direção. O dirigente exerce posição de respeito em relação a Memphis. 

Para a diretoria, o posicionamento firme no encontro foi importante para pontuar o grau de hierarquia, já que os bastidores apontam algumas posturas de insubordinação por parte do jogador. 

Por outro lado, a alta cúpula corintiana também entende que precisa do atleta não só em campo, mas também vislumbrando algumas possibilidades futuras de acordos financeiros. 

Memphis Corinthians
Memphis tem sete gols marcados pelo Corinthians na temporada (Foto: IMAGO / Sports Press Photo)

Nos próximos dois meses, estima-se o pagamento superior a R$ 40 milhões a Memphis Depay referente a parcelas das luvas, cumprimento de metas por desempenho esportivo e acordos.

O Timão ainda não pensou como resolverá esse problema. A diretoria trabalha com o método de resolver uma questão de cada vez. Porém, não há essa quantia em caixa e a tendência é um novo acordo para parcelamento. 

De todo modo, o intuito do clube é aguardar as partidas contra o Palmeiras para voltar a tratar sobre esses assuntos. Neste momento, a posição de ordem é blindar todo e qualquer atleta para focar somente nas questões do campo. 

Nova negociação contratual com Memphis será considerada apenas se partir do jogador

Em encontro recente com torcedores organizados, Memphis Depay se mostrou disposto a renegociar o seu contrato com o Corinthians caso o clube apresente um projeto esportivo competitivo. 

A informação foi publicada inicialmente pelo jornalista Samir Carvalho e confirmada pela reportagem da Trivela, que teve acesso a falas de pessoas envolvidas no diálogo com o jogador. 

No entanto, essa possibilidade não foi levada pelo atleta ao clube até o momento. 

A diretoria corintiana, por sua vez, se mostra disposta à discussão caso a atitude parta do atleta. 

Na visão interna, o Corinthians é “refém” de um contrato considerado lesivo. Mas no momento em que ele está ativo, cabe à instituição respeitar e cumprir.

Por isso a insatisfação com esses movimentos que externaram possibilidades de rescisão e renegociação, pois foram consideradas uma espécie de “fogo amigo”.

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