Caos no concurso da Alego: Candidatos denunciam erros em provas e desorganização
A aplicação das provas do concurso da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), realizada no último domingo (8), foi marcada por uma série de reclamações dos participantes. Os mais de 38 mil inscritos relataram desde erros gramaticais e de formatação nas questões até falhas graves na fiscalização e no atendimento a pessoas com deficiência.
A organização do certame está a cargo da Fundação Getulio Vargas (FGV) e oferece 101 vagas imediatas.
Principais problemas relatados
Candidatos ouvidos pela reportagem apontaram diversas irregularidades que podem comprometer a lisura do processo:
Falhas no Conteúdo: Questões com erros de digitação e ausência de termos que deveriam estar sublinhados. Alguns participantes compararam a clareza das perguntas a textos “gerados por inteligência artificial”.
Tema da Redação: O tema “As vantagens e desvantagens de ser servidor público” foi duramente questionado por supostamente fugir ao que estava previsto no edital.
Desorganização e Fiscalização: Relatos de atrasos no início das provas, conversas paralelas entre candidatos permitidas por fiscais e liberação de pessoas sem a coleta obrigatória de digitais.
Falta de Acessibilidade: Candidatos autistas denunciaram a ausência de condições específicas solicitadas no ato da inscrição. Além disso, candidatos canhotos enfrentaram dificuldades pela falta de cadeiras adaptadas nas salas corretas.
Próximas Etapas e Recursos
Apesar das queixas e de pedidos de cancelamento por parte de alguns grupos de candidatos, o cronograma segue mantido. O gabarito preliminar deve ser divulgado nesta terça-feira (10), abrindo o prazo para recursos na quarta-feira (11).
Até o momento, a Alego e a FGV não se manifestaram oficialmente sobre as denúncias. Vale lembrar que um candidato foi desclassificado durante o exame após ser flagrado utilizando o celular.







